Medicina & Bem-estar

Emagrecedores condenados

Proibição de remédios derivados da anfetamina contraria médicos e deixa alguns pacientes sem opção

Emagrecedores condenados

Emagrecedores condenados


O sobrepeso atinge 40% dos brasileiros e aumenta o risco de problemas do coração. Na contramão, o remédio para emagrecer sibutramina eleva em 16% o risco de doenças cardiovasculares – principal causa de morte em países industrializados. Baseada nesses dados, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) travou um debate tenso com os médicos sobre proibir ou não os inibidores de apetite derivados da anfetamina. Na última semana, porém, a agência cancelou o registro dos medicamentos femproporex, mazindol e anfepramona (também chamada de dietilpropiona), derivados da anfetamina que circulam há 30 anos no País. Já a sibutramina, proibida na União Europeia, Canadá, Argentina, Paraguai e México, está liberada com restrições. Além do receituário azul, obrigatório desde 2010, para comprá-la, o paciente deve mostrar na farmácia um termo de compromisso, assinado pelo médico e por ele, assumindo os riscos do tratamento.

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No centro do fogo cruzado, os pacientes enfrentam a falta de opção. É o que está acontecendo com a engenheira civil Ná­dia Nachiluk, 39 anos. “Tentei tudo, mas só perdi 26 quilos com o uso do femproporex. Preciso emagrecer mais e não sei como fazer”, diz. Segundo os médicos, não há outras substâncias com efeito igual aos anfetamínicos, prescritos a quem não teve sucesso com os demais medicamentos. “É fato: há pessoas que só respondem a remédios que atuam no centro da fome, como os derivados da anfetamina”, esclarece a médica Maria Fernanda Barca, de São Paulo. Para o endocrinologista Walmir Coutinho, do Rio de Janeiro, a única saída desses pacientes é experimentar medicamentos que não foram originalmente aprovados para a perda de peso. “São substâncias que ajudam a emagrecer, mas não incluem a obesidade nas indicações da bula”, explica Coutinho. É o caso do topiramato, um anticonvulsionante; da naltrexona, usada contra o alcoolismo; e da liraglutide e exenatide, aprovadas para tratar diabetes.

Contrariada, a comunidade médica recorreu à Justiça. “Vamos garantir o direito do médico de prescrever e o da população de continuar tomando”, diz Desireé Callegari, do Conselho Federal de Medicina. Outro temor dos especialistas é de que a proibição da venda em farmácias fomente a comercialização ilegal. Mas a Anvisa não pretende mudar de ideia. “Os médicos não estão acima das regras que incidem sobre a produção ou o comércio de medicamentos no País”, diz Dirceu Barbano, presidente da agência.

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