Cultura

Nascido cult

O diretor Jim Jarmusch filma a banalidade com classe

Fotos: Divulgação

Papo furado: Iggy Pop e
Tom Waits falam de vícios

De 1986 até 2003, portanto durante 17 anos, o cineasta nova-iorquino de cabelos brancos arrepiados Jim Jarmusch, padrinho do cinema independente americano, filmou pequenos curtas em preto-e-branco retratando nada mais que conversas aleatórias entre atores, cantores pop e personalidades da intelligentzia americana – obviamente seus amigos. Na maioria das vezes, eles interpretavam a si próprios, falando sobre cafeína e fumaça. O primeiro curta, com o ator italiano Roberto Benigni – que trabalhou com Jarmusch em Down by law (1986) –, foi feito para o humorístico americano Saturday night live. É Benigni em exercício nonsense e, para a felicidade geral, longe dos exageros de A vida é bela. O curta do ator italiano abre o filme Sobre café e cigarros (Coffee and cigarettes, Estados Unidos, 2003), em cartaz em São Paulo e no Rio de Janeiro, que reúne as 11 pequenas histórias. Alguns pequenos assuntos são recorrentes a vários episódios, mas de um modo geral, tudo não passa de um delicado tratado sobre a banalidade – e o absurdo – da vida, pela ótica plácida do diretor.

Joga-se conversa fora com classe. Palavras parecem efêmeras, mas deixam lá suas lições. Há situações curiosas, como o diálogo entre o veterano do punk rock Iggy Pop e o cantor e compositor Tom Waits, em que ambos mostram que largaram o cigarro, pero no mucho. Bom mesmo, porém, é o ácido encontro entre os atores ingleses Alfred Molina e um arrogante e desconcertado Steve Coogan, aquele de A festa nunca termina, sobre a cena musical da inglesa Manchester nos anos 1980. Outras boas situações mostram o americano Steve Buscemi falando sobre um suposto irmão gêmeo maligno de Elvis Presley ou a bela atriz australiana Cate Blanchett encarnando um papel duplo. E assim, como quem não quer nada, Jarmusch assina mais um filme candidato a cult dos moderninhos.


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