Cultura

Polaróides

O tempo de cada um pinta perfis femininos

Filha do escritor Arthur Miller e mulher do ator Daniel Day-Lewis, a também escritora e atriz Rebecca Miller saiu da sombra dos famosos com o filme O tempo de cada um (Personal velocity – three portraits, Estados Unidos, 2002) – em cartaz em São Paulo e no Rio de Janeiro –, trabalho pelo qual ganhou o prêmio de melhor filme no Festival de Sundance do ano passado. Adaptação de contos de sua autoria, o longa-metragem reúne três episódios trazendo nos subtítulos os nomes de suas protagonistas: Delia (Kyra Sedgwick), Greta (Parker Posey) e Paula (Fairuza Balk).

Cada uma à sua maneira, as três mulheres apaixonadas têm problemas com homens. Parece até a novela global das oito. Delia apanha do marido, Greta não consegue ser fiel e a grávida Paula, a mais complicada, entra em parafuso ao ver um paquera ser atropelado ao seu lado. Foge em disparada e acaba dando carona para um garoto que, ela descobre, havia sido violentado. Com todos os cacoetes do cinema independente americano, a começar pelo elenco, o filme conta histórias curiosas, mas não desenvolvidas o suficiente. Todas terminam justamente quando começam a cativar.