“Nosso objetivo, sem dúvida, é buscar o ouro”, diz o levantador William, da seleção de vôlei

O vôlei masculino brasileiro estreia na Olimpíada Rio 2016 contra o México neste domingo 7, às 11h35, no ginásio do Maracanãzinho. Com duas medalhas de ouro em Barcelona/92 e Atenas/04, e medalha de prata nas duas últimas edições, em Pequim/08 e Londres/12, a equipe comandada por Bernardinho tenta amenizar o favoritismo a uma nova conquista dourada. Mas é difícil deixar esse peso de lado, principalmente por jogar em casa.

A expectativa é que o Brasil chegue novamente à quarta final olímpica consecutiva. Porém, o técnico da seleção brasileira tem apontado seis favoritos, nesta edição. O discurso é repetido pelos jogadores. “O campeonato é muito equilibrado, principalmente no masculino, com seis equipes que podem chegar a uma conquista de ouro olímpico”, diz o levantador William.

A seguir, confira uma entrevista com ele e com o oposto Evandro, dois estreantes em Olimpíada, que falaram para a IstoÉ.

Como você avalia o período de preparação e como está o sentimento da equipe?
WILLIAM – O time está bem consciente e focado. Fizemos um pré-campeonato, que foi a Liga Mundial, em que o time se portou muito bem, fez uma boa campanha, ganhando dos times que vão estar aqui. Então, deu uma confiança grande para todos. Está todo mundo tranquilo em relação ao que podemos aproveitar e onde podemos chegar. É esperar começar e bola para cima.

Até a derrota na final, para a Sérvia, que não estará na Olimpíada, serve de lição e preparação, não?
WILLIAM – Ninguém quer perder. O objetivo era ganhar a Liga Mundial, também. Mas infelizmente naquele dia as coisas não funcionaram como a gente gostaria. Serve como alerta. A gente espera chegar novamente em uma final e a mais próxima é agora, nesta Olimpíada. Não podemos deixar escorregar essa medalha. Serviu de alerta, mas sabemos que final é final e tudo pode acontecer. Nosso objetivo, aqui, sem dúvida é buscar o ouro.

A torcida pode fazer a diferença nos jogos?
WILLIAM – Tem de fazer. Numa Olimpíada, se tem alguma vantagem, é a torcida. O campeonato é muito equilibrado, principalmente no masculino, com seis equipes que podem chegar a uma conquista de ouro olímpico, então qualquer pequena vantagem que tivermos nós temos de usar a favor do Brasil e a torcida tem de ser um diferencial. Acredito que o ginásio vai estar cheio todos os dias e que isso possa pressionar os nossos adversários, para conquistar os bons resultados.

Como está sendo controlar o friozinho na barriga de uma estréia olímpica?
EVANDRO – Estava um pouco ansioso até entrar na Vila Olímpica dos atletas, mas, agora que já fomos treinar no Maracanãzinho, vimos que é só mais um campeonato. É um pouco mais importante, claro. Mas é só jogar vôlei, o que sabemos fazer. E conhecemos cada cantinho do Maracanãzinho. Então, a ansiedade será o menor dos adversários.

Alguma preparação especial para competições importantes?
EVANDRO – Não tenho, nenhuma. É sempre a mesma concentração, independentemente de ser uma Olimpíada ou um campeonato regional. Entramos para vencer todos os jogos. Isso está no nosso sangue de brasileiro, de querer vencer tudo.

Você tem algum momento marcante das Olimpíadas passadas?
EVANDRO – As duas medalhas de ouro. O saque do Marcelo Negrão e aquele ataque do Giba não vão sair da memória de nenhum fã de vôlei, nunca mais.

Sonha em fazer algo parecido nesta Olimpíada?
EVANDRO – Quem sabe?! Quem sabe eu entre numa inversão bem decisiva e possa sair das nossas mãos?!