Edição nº2492 15.09 Ver edições anteriores

Um maluco no céu da Venezuela

ADVERSÁRIO OU ALIADO DE NICOLÁS MADURO? Pérez nas redes sociais e o helicóptero com o qual sobrevoou o palácio presidencial, a sede do Tribunal Supremo de Justiça e o prédio do Ministério do Interior: após seu ato, a repressão cresceu (Crédito:Divulgação)

O mundo olhou na semana passada para a América Latina. Feche-se o ângulo, e tem-se a Venezuela. Estreite-se ainda mais a visão, e assiste-se à uma maluca demonstração de que suas instituições estão em frangalhos. O militar Oscar Pérez, chefe de operações da Brigada de Ações Especiais, “tomou emprestado” um helicóptero da corporação e sobrevoou o palácio presidencial de Miraflores, a sede do Tribunal Supremo de Justiça e o prédio do Ministério do Interior. Da aeronave dispararam-se rajadas de metralhadora e há quem diga que três granadas foram lançadas – mas, de tão velhas, como caíram

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ficaram, nada de explodirem. Não estivessem os venezuelanos passando fome, tais cenas seriam dignas da clássica comédia “Bananas”, de Woody Allen. Em tempo: do helicóptero pendia um lençol com a inscrição “350 Libertad”, alusão ao artigo da constituição que dá à população o direito de derrubar o governante que atropela os princípios democráticos. O destrambelhado ato de Pérez levou o presidente Nicolás Maduro, emblema maior da demagogia bolivarista, a jogar ainda mais duro contra a oposição: a procuradora-geral, Luisa Ortega Diaz, por exemplo, teve seus bens tornados indisponíveis. Diante de tal reação, a opinião pública se dividiu: seria Pérez de fato um opositor como declarou nas redes sociais? Seria Pérez um aliado de Maduro e fez o que fez para recrudescer a repressão? Até a quinta-feira 29, o que se tinha de concreto é que Pérez protagonizara um espetáculo de quinta categoria – nada diferente do filme “Muerte suspendida” (“Morte suspensa”), estrelado por ele há dois anos. Perez gosta de ser chamado de “Rambo” e exibe-se como exímio paraquedista e mergulhador. Pobre Venezuela que tem em terra um louco como presidente e, no ar, outro louco apresentando-se como salvador da pátria.

CRIME SEXUAL
Tesoureiro do Vaticano desce aos infernos

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O cardeal George Pell, 76 anos, tesoureiro do Vaticano e “número três” na hierarquia da Santa Sé, foi indiciado na Austrália por “inúmeros crimes” de crimes de abuso sexual contra crianças. “São crimes históricos, cometidos no passado”, disse Shane Patton, vice-comissário da polícia do estado australiano de Vitoria.

TECNOLOGIA
Terror cibernético afeta hospitais do Brasil

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O terror cibernético voltou a atacar, afetando sistemas de informática no Brasil, em países europeus e nos EUA. Aqui, duas unidades do Hospital de Câncer de Barretos (referência mundial) foram atingidas: uma em Jales, no interior de São Paulo, e outra na cidade de Porto Velho, em Roraima. A Ucrânia foi o país mais prejudicado e os efeitos foram registrados em aeroportos (foto), empresas e órgãos do governo. O vírus foi identificado. Trata-se de uma nova versão do tipo ransomware, que “sequestra” dados do computador e “exige” resgate em moeda digital (bitcoins) para “liberar” o acesso à rede. A partir de senhas da máquina “infectada, ele invade outros sistemas.

MISTÉRIO
Brasileira desaparece em cruzeiro

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Caso real para a mestre da literatura de suspense Agatha Christie: o desaparecimento da brasileira Simone Scheuer Souza, funcionária do navio MSC Musica. As autoridades italianas anunciaram que o fato será investigado como homicídio. Ela desapareceu durante um cruzeiro, entre Veneza e Brindisi. As buscas no mar Adriático foram infrutíferas. E as câmaras não registram em momento algum que Simone tenha deixado o navio.

ESPORTE
Ricardo Teixeira e o propinobol

Segundo relatório da Fifa divulgado na semana passada, o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira beneficiou-se de um verdadeiro propinobol para que Rússia e Qatar fossem eleitos sede da Copa da Mundo. Uma das frases do ex-cartola é de deprimir moralmente qualquer brasileiro sério: “de tudo que me acusam no exterior, nada é crime no Brasil”. Ele já é reu (corrupção) nos EUA.

VIOLÊNCIA
O general está certo

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“Desgastante. Perigoso. Inócuo”. Essas três palavras foram ditas pelo comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, em recente audiência no Senado. Ele se referiu ao emprego das Forças Armadas no combate ao crime. Agora, alguns números revelados na semana passada mostram que, sucessivamente, os governos estaduais têm abusado do pedido de socorro ao Exército, diante da falência de suas polícias, numa interpretação livre demais da legislação de “Garantia da Lei e da Ordem” – prevista na Constituição somente para casos excepcionais. Em três décadas, as Forças Armadas, cumprindo ordem do poder federal, estiveram quatro vezes por ano nos estados (São Paulo não) para auxiliar na contenção da violência.

ESPORTE
Ricardo Teixeira e o propinobol

Segundo relatório da Fifa divulgado na semana passada, o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira beneficiou-se de um verdadeiro propinobol para que Rússia e Qatar fossem eleitos sede da Copa da Mundo. Uma das frases do ex-cartola é de deprimir moralmente qualquer brasileiro sério: “de tudo que me acusam no exterior, nada é crime no Brasil”. Ele já é reu (corrupção) nos EUA.

LAVA JATO
A tática da ameça de Palocci não funcionou

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O ex-ministro Antonio Palocci, que já foi um dos homens mais fortes do PT (sempre com as bênçãos de Lula), está condenado pelo juiz Sergio Moro a 12 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Palocci depositou e movimentou ilegalmente no exterior US$ 10,2 milhões. Ele está preso há nove meses e vem tentando o benefício da delação premiada: disse pessoalemnte a Moro, em um dos interrogatórios, que forneceria “nomes, endereços e movimentações”. Como nada evoluiu para um acordo, Moro registrou na sentença que a disposição do ex-ministro em delatar soou como ameaça (um recado a colegas de corrupção) e não como vontade de colaborar com a Justiça.

 


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