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Tite elogia versatilidade de David Luiz ao justificar volta de zagueiro à seleção

A lista de “europeus” convocados por Tite conta com jogadores que já vinham sendo chamados por Tite, casos de Phillippe Coutinho e Gabriel Jesus, mas alguns nomes apareceram pela primeira vez ou foram “resgatados” por Tite. Além do zagueiro Jemerson e do goleiro Diego Alves, o treinador trouxe de volta ao time nacional o zagueiro David Luiz, que não era chamado desde a época de Dunga e que acabou sendo um dos mais marcados pelo fiasco dos 7 a 1 sofridos contra a Alemanha, na semifinal da Copa de 2014.

O treinador destacou os bons números de David Luiz pelo Chelsea e pela própria seleção. O “David tem 56 jogos pela seleção, é versátil, está num grande momento”, afirmou. “Se o Bielsa estivesse aqui ele ia dizer que é um jogador polifuncional. Ele é versátil. Deve ter mais de 20 jogos atuando como primeiro meio-campista, ou como defensor.”

A referência ao técnico argentino Marcelo Bielsa ocorreu depois de ter participado, junto com o companheiro de profissão, o seminário “Somos Futebol”, organizado pela CBF no último dia 8. Na ocasião, além de Tite e Bielsa, o italiano Fábio Capello também citou o defensor do Chelsea, dizendo que “não sabe marcar”.

Tite também chamou o lateral Rafinha, do Bayern, que quase chegou a defender a seleção alemã. “Conversei com ele por telefone. Me disse que foi um mal entendido em situação anterior”, disse o treinador. “O Rafinha tem 135 jogos, é campeão alemão.”

O técnico também justificou a escolha por Jemerson, zagueiro do Monaco. “Ele esteve na seleção do campeonato (Brasileiro) de 2015 e é campeão francês, semifinalista da Champions. Tem todas as credenciais”, disse. Sobre Alex Sandro, da Juventus e único jogador que está na final da Liga dos Campeões a ser convocado, Tite lembrou que “fez todo campeonato (Liga dos Campeões), defesa menos vazada, está na final e fazendo uma grande competição, além de estar à mercê de ser campeão italiano”.

O treinador também comentou a ausência de Neymar, que disse ter sido exclusivamente para dar chance de descanso ao atacante. Tite negou, inclusive, que tenha tido sofrido alguma pressão para chamá-lo por questões contratuais envolvendo a organização do amistoso. “Nos reunimos, eu, Edu (Gaspar), Rogério Caboclo (CEO da CBF) e Marco Polo (Del Nero, presidente da entidade). Eles disseram: o que é melhor para a seleção o faça, independentemente de nós. O cunho é técnico e de preparação da equipe.”