Edição nº2493 22.09 Ver edições anteriores

Tempos de Trump

Os sinais estão todos aí, é só prestar atenção.
Começou com os EUA bombardeando a Síria, criando a primeira situação de confronto entre EUA e Rússia desde a Guerra Fria.
Depois foi o Marcos agredindo a Emily do BBB.
Aí o sr. João Batista da Silva, 70 anos, morador da Vila Madalena, acordou com a pá virada e decidiu pintar seu muro de cinza.
Ocorre que “seu muro” é parte do Beco do Batman, registro vivo da história do grafite em São Paulo.
Coincidência?
Não.
Sinais de que vivemos tempos violentos.
Tempos de pouco diálogo.
Tempos de descer o pau, meus amigos.
E essa semana já começou com outro sinal.
Uma companhia aérea americana proporcionou ao mundo uma verdadeira aula de como tratar o consumidor nos dias de hoje.
Coisa finíssima.
Um evento cheio de insights para nós, País emergente, aprendermos.
Essa é a nova ordem.
Vejamos: funcionários da empresa precisavam de lugar num voo com overbooking.
O que fazer?
Sortearam alguns passageiros.
O passageiro que não quis sair.
No passado uma conversa resolveria.
Hoje não.
Arrancam o infeliz à força, sob os smartphones indignados dos outros passageiros.
Prova de que a atitude é correta e alinhada aos novos tempos é que nem uma única alma se dignou a intervir na situação.
O presidente da tal empresa aérea, no mesmo dia, enviou um memorando a todos os funcionários. Afinal, não é um sujeito inexperiente. Acaba de receber um prêmio da revista PRWeek por sua habilidade em lidar com colaboradores e clientes.
A mensagem não traz nenhuma citação ao passageiro.
Não há um pedido de desculpas, não há uma reprimenda, nada.
É uma mensagem de apoio, garantindo que é missão da empresa tratar a todos com dignidade e que ele está ao lado de seu time.
Pegou? Dignidade na nova ordem é isso.
Corta para o passageiro com a boca sangrando após ser brutalmente espancado.
Esse é o mundo segundo Trump.
É um mundo onde se taca bomba na cabeça dos outros sem muita cerimônia.
E nós não podemos perder o trem da história.
Por isso conclamo os amigos brasileiros a pressionar as autoridades.
Apesar de Temer ser um sujeito de paz, catatônico até, e de o brasileiro ser esse sujeito tranquilo que alguns chamariam de palerma, temos que compreender que o mundo está mudando.
Ao assistir às cenas do sujeito sendo arrastado pelo corredor em direção à saída da aeronave, me ocorreu a quantidade de energia, tempo e dinheiro que estamos gastando para nos livrar dos políticos que não prestam.
Precisamos nos adaptar.
Sugiro começar pela Lava Jato.
Basta de escutar opiniãozinha de corrupto.
De fazer acordos em que todos se entregam e se livram mutuamente.
Nesses novos tempos, a hora é de puxar canalhas pelas patas direto para a porta de saída.
Imagine que maravilha aquele mar de políticos corruptos aos berros, sendo arrastados pelo piso do Congresso rumo à saída.
Garanto que o único brasileiro honesto que sofreria com essa cena seria aquele rapaz da Câmara que faz os desenhos no carpete.
Em vez de sua obra, apenas o rastro dos corruptos se debatendo.
Talvez até fique orgulhoso.
Obrigado, Trump.

É hora de puxar canalhas pelas patas direto para a porta de saída. Imagine que maravilha aquele mar de políticos corruptos aos berros, sendo arrastados pelo piso do Congresso


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