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Santos receberá reconhecimento no Fórum de Davos por paz na Colômbia

Santos receberá reconhecimento no Fórum de Davos por paz na Colômbia

Juan Manuel Santos em 10 de dezembro de 2016 - NTB Scanpix/AFP

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, receberá na próxima semana no Fórum Econômico Mundial de Davos um reconhecimento por seu trabalho para superar meio século de guerra interna em seu país, informou na quarta-feira o governo.

“O evento anual fará um reconhecimento especial à Colômbia pela busca da paz e pelas oportunidades econômicas que oferece”, indicou a presidência em um comunicado.

Trata-se do prêmio Estadista Global, que será entregue na 47ª edição do evento internacional, que será realizado entre os dias 17 e 20 de janeiro em Davos (Suíça), com a presença de mais de 3.000 líderes políticos e econômicos.

A cerimônia será realizada na quarta-feira, 18 de janeiro, na sessão plenária intitulada “Construindo a paz na Colômbia”, no Palácio de Congressos da cidade suíça, na qual o presidente também será orador. Antes da premiação, o chefe de Estado se reunirá com Lçaus Schwab, fundador e presidente do Fórum de Davos, acrescentou.

Posteriormente, será realizado o evento “Investir na paz”, no qual será analisado o investimento após o fim do enfrentamento interno.

Além disso, em 19 de janeiro Santos liderará uma reunião com empresários sobre o investimento no país e depois participará de um encontro da Aliança para Florestas Tropicais 2020.

Por último, participará no fórum “Perspectivas do conflito à consolidação da paz”.

No encontro global, a Venezuela também estará representada pela ministra de Comércio, Indústria e Turismo, María Claudia Lacouture, acrescentou.

A delegação colombiana também terá encontros com companhias do “setor de manufaturas, telecomunicações, fundos de investimento e agrícola”, explicou o ministério em um boletim divulgado mais cedo à AFP.

Santos recebeu em dezembro o Nobel da Paz por seus esforços para colocar fim a um conflito armado que durante 52 anos envolveu guerrilhas, paramilitares, organizações criminosas e agentes estatais, com um saldo de 260.000 mortos, 68.000 desaparecidos e 6,9 milhões de deslocados.