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Os dois pacifistas aliados de Obama

Os dois pacifistas aliados de Obama

QUESTÃO RACIAL No Texas, Obama se solidariza com o chefe da polícia que também teve um filho morto por um colega da corporação.

 Na Louisiana, manifestante anônima impede pacificamente o avanço de policiais
Na Louisiana, manifestante anônima impede pacificamente o avanço de policiais

O presidente dos EUA, Barack Obama, foi claro na ideia e hábil nas palavras em sua visita à cidade texana de Dallas, na semana passada. Ao tratar de um dos mais difíceis desafios que vem marcando o final de seu mandato, o recrudescimento dos conflitos raciais, ele declarou: “Ninguém é totalmente inocente nessa questão”. Obama solidarizou-se, assim, tanto com os ativistas quanto com os policiais (muitos deles negros) que reprimem protestos e manifestações. Em outras ocasiões, o que se viu foi um presidente bem mais inflamado. Dessa vez, ele foi a todos os funerais dos que morreram nos últimos confrontos (está sendo chamado pela mídia de seu país de “consolador em chefe”, numa brincadeira de mau gosto com a função de comandante em chefe das Forças Armadas) e ganhou dois aliados que seguem pelo mesmo caminho: gestos e palavras pacifistas e igualitárias, porque sabem que a pólvora está na boca do barril para estourar. Um desses aliados é o próprio chefe de polícia de Dallas, David Brown. Ele é negro e teve um filho dependente químico assassinado por um colega de corporação. Também ao lado do presidente está uma mulher, anônima até a sexta-feira 15. Ela é negra e surpreendeu o mundo ao impedir o avanço de policiais contra manifestantes na cidade de Batom Rouge, capital da Louisiana, apenas postando-se tranquilamente diante deles.