Comportamento

O fator NBA

Os nove jogadores brasileiros que atuam na melhor liga de basquete do mundo podem ajudar o País a alcançar a medalha no Rio?

O fator NBA

ESTRELAS Acima, Leandrinho Barbosa (Golden State Warriors)

Acima Anderson Varejão, do mesmo time: jogando com a elite
Acima Anderson Varejão, do mesmo time: jogando com a elite

Em poucos dias,  a equipe masculina de basquete brasileira que disputará a Olimpíada do Rio será definida – o  técnico Rubén Magnano tem até o dia 5 de junho para anunciar os nomes – e o clima é de confiança na medalha. A sensação de que a equipe consegue subir ao pódio este ano, feito que não se repete desde 1964, ficou explícita recentemente em declarações públicas do próprio Magnano e de atletas como Nenê e Raulzinho. Parte dessa confiança se deve à participação recorde de nove esportistas brasileiros na liga americana do esporte, a NBA (sigla para national basketball association). Afinal, os jogadores do País atuam com os melhores do mundo e não há treinamento melhor do que este para tornar um atleta competitivo. Em entrevista a ISTOÉ, Magnano falou sobre estes jogadores e a diferença que jogar a liga faz no currículo. “Apesar de não ser a mesma coisa atuar para um clube e para a seleção do seu país, ainda mais numa Olimpíada e em casa, ainda assim é da maior competição de basquete do mundo que estamos falando.” Para o argentino, o aumento no número de nomes  brasileiros em ligas estrangeiras também deve ser aproveitado para se criar uma cultura de base no Brasil.

Apesar de nove brasileiros estarem na NBA, o técnico alertou que nem todos eles podem estar nos Jogos. “Um está lesionado e três negaram meu convite”, afirmou Magnano, que preferiu manter os nomes em sigilo, dizendo que  “quando sair a lista, todos verão quem falta”. Quem se autodeclara certo nos jogos do Rio é Nenê, que joga pelo Washington Wizards e esteve no Rio de Janeiro na terça-feira 17 em um evento da NBA. “Chegamos cedo para nos prepararmos adequadamente. Claro que acreditamos no nosso trabalho, no nosso grupo, no nosso talento, na nossa qualidade em ganhar uma medalha”, disse. “Em Londres eu cheguei a perder a sensibilidade no andar. Hoje é um outro Nenê, não tive nenhum problema na temporada.” Outro nome forte da liga americana, porém, fará falta para a seleção. Tiago Splitter, que joga no Atlanta Hawks, está contundido e não terá condições de se recuperar para o Rio 2016.

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