Edição nº2492 15.09 Ver edições anteriores

Numa boa…

JOSH EDELSON

Vai bem, muito obrigado, a vida dos ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor, FHC, Lula e Dilma Rousseff. Com viagens, veículos e equipes pagas pelo contribuinte, o quinteto gastou R$ 2,31 milhões no primeiro semestre deste ano. Aliás, a petista liderou a conta, com R$ 924 mil. A quantia é mais do que o dobro da gasta por Collor (que tem 84 assessores em seu gabinete no Senado), com R$ 400 mil.

Lava Jato
Turma da pesada

Atenção do Congresso estará voltada para o STF na terça-feira 29.  A Segunda Turma decidirá se aceita denúncia contra sete políticos do PP envolvidos na pilhagem da Petrobras. Podem tornar-se réus os deputados Arthur Lira (AL), Mário Negromonte Júnior (BA), Luiz Fernando Faria (MG), José Otaviano Germano (RS) e Roberto Britto (BA), além do ex-ministro das Cidades Mario Negromonte e do ex-deputado João Pizzolati (SC). A lista de acusações é a de sempre: formação de quadrilha, corrupção, ocultação de bens e lavagem de dinheiro.

MPF
Um ou outro

Curiosa eleição acontecerá no dia 5 em Brasília. A escolha do vice-presidente do Conselho Superior do Ministério Público Federal será disputada pelos subprocuradores José Bonifácio de Andrada e Ela Wiecko de Castilho. Há um ano, ele virou número dois da PGR, depois que Ela pediu exoneração, após a divulgação de um vídeo em que apareceu em manifestação contrária ao impeachment de Dilma Rousseff. Andrada é considerado favorito.

Pechinchas
Fórmula secreta

O Ministério Público Militar está investigando o Instituto Militar de Engenharia, com sede no Rio de Janeiro, pela prática de milagres. A instituição assinou contrato com fornecedor que promete entregar-lhe diversos produtos a preços desconcertantemente baratos. A lista tem 231 itens, mas um deles dá bem a medida do feito incomum: um achocolatado vendido nos supermercados por R$ 10,12 entrou no contrato por R$ 1,51.

Trabalho
Mais segurança?

Itaci Batista
Não demora e o TST vai decidir se os bancos postais, por meio dos quais os Correios (em parceria com o BB) fazem os serviços bancários, devem contratar vigilantes armados para unidades em mais de 1,5 mil municípios. A estatal reluta. Diz que a exigência e a colocação de portas giratórias nos estabelecimentos tornarão o negócio economicamente insustentável.  Eis a questão chave: é mais importante o acesso da população carente ao serviço bancário ou a integridade física dos funcionários dos Correios que realizam esses serviços?

Justiça Federal
Sem intermediários

EVARISTO SA

Na quarta-feira 23, o ex-gerente de Engenharia da Petrobras Pedro Barusco foi ouvido novamente pelo juiz Sérgio Moro. Dessa vez como testemunha em ação que envolve a construtora Queiroz Galvão. Na audiência surpreendeu ao revelar ter ido pessoalmente algumas vezes receber contribuição em dinheiro de prestadoras de serviços da estatal, na corretora carioca Advalor. O edifício onde funciona a empresa tem o sugestivo nome de “Rio Dourado”.

Agricultura
Efeito clima

A safra de castanha-do-pará registrou nesse ano uma redução de cerca de 70% em relação a 2016. A produção esperada, segundo pesquisadores da Embrapa que atuam na região norte, é de 10 mil toneladas, enquanto as últimas médias anuais vinham oscilando entre 20 mil e 40 mil toneladas. A queda fez o preço da lata (11 Kg) do produto saltar para R$ 120,00 nas florestas de algumas áreas – em 2016 custou em média R$ 50. Pesquisadores apontam alterações no regime de chuvas como a principal causa do problema.

Petróleo
Virou atração

Agência Petrobras



A previsão de renomados especialistas é que pelo menos 36 empresas nacionais e estrangeiras participarão das licitações da ANP para exploração e produção de petróleo e gás natural, no mar e em terra, dias 27 de setembro e 27 de outubro. Na semana passada eram 28 inscritos, mas outras oito companhias ultimavam a papelada. O interesse mudará o panorama do setor. No auge da corrida pelo petróleo ocorriam umas 300 perfurações por ano no País. Com a desacelerada na gestão Dilma Rousseff eram nove. Estima-se que o Brasil exibirá os bons dados do passado em 2019.

Estatais
Que crise?

Solidária ao esforço do governo para reduzir o rombo público, a diretoria de Furnas concedeu-se aumento salarial de 25% (a inflação acumulada nos últimos 12 meses não chegou a 3%). Como farinha pouca é bobagem, suas excelências ainda retroagiram o presente ao mês de abril. Alguns contracheques recebidos em agosto passam dos R$ 50 mil. O que permite antever um Natal gordo para quem trabalha na estatal – se o governo não mandar revogar a decisão.

Mercado
Dono não entra

Pororoca na BrasilCap, braço do Banco do Brasil no mercado de capitalização. Um de seus sócios (32% do controle), o baiano Paulo Sergio Tourinho, foi impedido pela Susep de integrar o Conselho de Administração da empresa. O veto levou em conta autuações aplicadas contra ele pela Comissão de Valores Mobiliários. Todos os processos estão em fase de recurso.

Brasil
Pátria livre

Isac Nobrega
Parece estranho. E é. Responsável por cuidar da enorme base de dados da Previdência Social, a Dataprev vai contratar uma empresa para organizar eventos internos e externos, inclusive fornecendo bens e apoio logístico, pelos próximos doze meses. Talvez por incluir o Batalhão da Guarda Presidencial do Exército na licitação, os envelopes com as propostas serão abertos em 6 de setembro, véspera da Independência do Brasil.

Redes sociais
Outra polêmica

Ao prestar depoimento no STF em ação penal contra Jair Bolsonaro (PSC-RJ), a deputada Maria do Rosário (PT-RS) considerou o parlamentar “líder do ódio no Brasil”. Não foi a única confusão em que o nome do político apareceu na semana passada.  Um dos fundadores da Liga Afrobrasileira e dono de sites como ListaGay.LBGT e o SuperFortunas.com, AD Junior acusa grupos de apoio a Bolsonaro por “ataques coordenados, racistas e homofóbicos”, em seus seis endereços eletrônicos, onde youtuber atua em prol das minorias. “Charlottestown pode acontecer aqui também”, adverte AD.

Poder
Visão da base

ANDRESSA ANHOLETE

Pessoas que analisam o dia a dia do STF acham pouco provável que o ministro Edson Fachin envie à Câmara dos Deputados denúncia contra o presidente Michel Temer, no caso de Rodrigo Janot oferecer nova denúncia. Um dos pilares do argumento foi Fachin ter suspendido inquérito contra o presidente por corrupção passiva, no início de agosto.

 

 


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