Edição nº2488 18.08 Ver edições anteriores

Nicolás Maduro endurece a repressão, mas sua queda está próxima

TERÇA-FEIRA 11 Manifestação em Caracas contra o autoritarismo de Maduro: a violência do governo aumenta a cada dia
TERÇA-FEIRA 11 Manifestação em Caracas contra o autoritarismo de Maduro: a violência do governo aumenta a cada dia

Dar voto de confiança a Nicolás Maduro é entregar cheque em branco e assinado nas mãos de estelionatário. A população da Venezuela já vem descobrindo isso há tempo, até porque sente na carne a penúria econômica na qual o país está atolado. A classe política e países vizinhos, no entanto, demoraram a perceber com quem estão lidando. Agora, finalmente, parece ter entendido. O seu derradeiro crédito ao presidente Maduro foi dado recentemente quando o Tribunal Supremo de Justiça, dominado pelo poder executivo, recuou na tentativa de usurpar o poder dos parlamentares – e só o fez porque o povo protestou. Madurou prometeu então marcar a data de uma eleição presidencial. Claro que não cumpriu a promessa, e os venezuelanos novamente foram em peso às ruas, mas dessa vez francamente apoiados pelos políticos de oposição e por outros governos sul-americanos. O que se está vendo são manifestações em todo o país, duramente reprimidas – na terça-feira 11, um universitário de dezenove anos foi morto com um tiro disparado pela polícia na cidade de Valencia. No plano externo, o atropelo da democracia promovido por Maduro levou a diplomacia do Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai a reinterar com veemência o pedido de expulsão da Venezuela do Mercosul. Mais: tudo leva a crer que países caribenhos (em breve perderão o fornecimento do petróleo venezuelano subsidiado) romperão as relações diplomáticas e comerciais com Maduro. Ninguém mais confia nele, e todos, dentro e fora do país, exigem que seja marcada a data da próxima eleição presidencial. A Maduro nada restou a não ser o uso da força e da repressão. Como matar estudante em passeata não segura ninguém no poder, é certo que ele será forçado a marcar eleição para a presidência – e assim o bolivarismo (que teve Hugo Chávez e tem Nicolás Maduro como ideólogos) poderá enfim ser politicamente sepultado para o bem da América Latina.

11,25%

é a nova taxa básica de juros (Selic). Acompanhando a expectativa dos mais diversos setores do mercado financeiro, houve corte de um ponto percentual determinado pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), que se reuniu na tarde da quarta-feira 12. Trata-se da maior queda da Selic nos últimos 8 anos.

Espaço
Volta à Terra uma das mais importantes missões da ISS

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Após 173 dias no espaço a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), os astronautas Shane Kimbrough (americano) e Sergey Ryzhikov e Andrey Borisenko (russos) retornaram à Terra na semana passada. Cientistas dos EUA e europeus consideram que essa expedição (a de número cinquenta) foi uma das etapas mais importantes e produtivas da Estação Espacial. Os cosmonautas estudaram os efeitos da microgravidade na regeneração de tecidos humanos. A aplicação prática dessa pesquisa se dará em laboratórios que desenvolvem novas técnicas para facilitar a cicatrização em pacientes que se submetem a cirurgias.

Trabalho
Farra sindical

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Getúlio Vargas criou sindicatos (foto) em troca de sustentação política. Criou também um monstro. Agora que a reforma da CLT chega à Câmara dos Deputados, alguns dados foram divulgados: o Brasil tem 17 mil sindicatos que arrecadam por ano R$ 3 bilhões, isentos de prestação de contas (a França tem 16 sindicatos).

Polícia
E foram-se os cabelos

“Como assim?”. “Como assim?”. Findo o curto diálogo, ele, o assaltante, foi embora. Ela, a dona da loja de perucas, desmaiou. O primeiro “como assim?” foi dela, porque o ladrão entrou minutos após a casa já ter sido assaltada. O segundo “como assim?” foi do gatuno, surpreso em tentar roubar uma loja que acabara de ser roubada. Claro que em breve vão surgir, novamente, quadrilhas de mulheres com perucas furtando edifícios em São Paulo.

Comportamento 
“13 Reasons Why” e a ponte para a empatia

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Cresceu a polêmica sobre um dos mais delicados temas da vida humana: o suicídio. O fato dá-se a partir da série “13 Reasons Why” (Netflix), na qual uma jovem se mata devido ao bullying. Alguns dados revelam que o seriado pode ajudar os pais a abrirem um diálogo com seus filhos e fazer-lhes abandonar a conduta perversa e idiota de humilhar o semelhante. No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV), que ajuda pessoas com ideação suicida, constata: subiu em 445% o número de emails de adolescentes pedindo apoio porque se “identificam com a personagem”. O site recebia diariamente 2,5 mil visitantes, agora são 6,8 mil. Uma série pode induzir ao suicídio? Raramente, a não ser que quem a assista já esteja deprimido a ponto de idear a morte. Uma série pode banir o bullying? Sim, se educadores fizerem dela uma ponte para a empatia.

Sociedade
Réu com prestígio no Face

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O deputado Jair Bolsonaro (sétima legislatura) tornou-se alvo de ação civil pública movida pelo MPF do Rio de Janeiro. Segundo os procuradores, em palestra no Clube Hebraica ele ofendeu a comunidade negra ao declarar que fora a um “quilombo e o afrodescendente mais leve pesava sete arrobas (…) nem para procriador serve mais”. (…). Apesar de colecionar processos, Bolsonaro cresce em prestígio no Facebook, e isso o anima a ser candidato à Presidência da República. Vem conquistando diariamente entre quatro mil e sete mil adeptos nas redes sociais. Nos três primeiros meses de 2017 ele apresentou 3.986.929 curtidas no Face. No mesmo período, em 2015, tinha 1.179.007.

 


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