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Monstro ataca com arma de luz

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Monstro, que está lançando o CD “Solar” pela YBmusic: paisagem além das lamúrias (Crédito:Ana Shiokawa)

“Solar” é o primeiro disco de Monstro, pseudônimo artístico do criativo cantor e compositor pernambucano Leo Barbalho, que assina parte de seu repertório com a conterrânea Lulina. Parceira de longa data do Monstro, é ela quem melhor define o que ele faz: “Há um clima de rebeldia secreta, uma busca por uma liberdade sensorial  – em letras que falam de riscos, cadeados, cortinas, arranhados, dúvidas, relicários e, ao mesmo tempo, de  sonhos, amores, força, presença, resistência, apontando para uma paisagem além das lamúrias”, escreve Lulina no texto de apresentação de “Solar”.

Composto ao longo de dois  anos  em  um  celular,  o  álbum  foi  gravado  entre  os meses de maio de 2015  e de 2016  no  Estúdio  Casa  da  Árvore,  na Serra da Cantareira, por Pedro Penna , e conta com a participação de uma banda em que os teclados do Monstro se somam a metais, percussão e até um cello, além dos habituais baixo, guitarra e bateria. Tanto nas composições quanto nos arranjos, chama a atenção o tipo incomum de influência que orienta a sonoridade de “Solar”. Embora cite Björk, Brian Eno e Jards Macalé como referências, a música de Monstro soa como um Luís Gonzaga do século 21 orquestrado por Rogério Duprat: brasileiro, universal e atemporal. Assista aqui ao clipe que o próprio Monstro produziu para a faixa “Analog Days”.


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