Edição nº2480 23.06 Ver edições anteriores

Meu picareta favorito

Tudo bem que eleição com lista fechada funcione em Portugal, na Alemanha e onde mais quer que seja. Aqui no Patropi eu faço questão de escolher meu deputado. Seja ele o Tiririca que for! Como milhões de brasileiros fui às ruas gritar por democracia e por eleição direta e não abro mão de votar em quem eu bem entender. Não aceito a possibilidade de transferir aos caciques e burocratas partidários como Delúbios, Cunhas, Sarneys, Lobões, Serras etc o direito de escolher quem o meu voto levará ao Parlamento. Já que, como cidadão, sou constantemente violentado, apesar de pagar meus tributos religiosamente, quero ter no mínimo o direito dizer, eu mesmo, quem eu quero que mame nas tetas do Estado. Só faltava essa: eu voto em um partido e os chefetes da sigla é que dirão para quem vai meu voto? Eles é que dirão quem irá se aposentar com um salário bem bacana depois de oito anos de Parlamento? Eles é que dirão quem terá direito ao foro privilegiado? Comigo não! Não abrirei mão de escolher meu picareta favorito.

E tem mais, acho que devemos lutar, sim, para fazer uma reforma política que assegure a cada um o direito de eleger aquele no qual votou. Hoje, há muitos que votaram no Tiririca e acabaram elegendo um desconhecido policial militar que obteve menos de 50 mil votos. Também não está certo. É quase o mesmo que a tal lista fechada. Acho que devem ser eleitos aqueles que somem mais votos e ponto final. Dizer que a tal lista fechada fortalece os partidos é pura balela. Ou alguém é capaz de me apontar cinco grandes diferenças entre o Solidariedade e o PDT? Ou entre o PROS e o PAN? PSD e DEM? O PCC e o… Ops, esse ainda não é partido político.

Claro, essa discussão, se colocada em momento oportuno e por lideranças efetivamente comprometidas com o bem estar da Nação, poderia levar a um aprimoramento da democracia e da questão da representatividade popular no País, há muito deteriorada. No entanto, colocada da forma como está, só resta aos cidadãos de bem desqualificá-la e tratá-la como anedota, como mais um ato de um roteiro circense no grande picadeiro em que transformaram o Congresso Nacional. Sem meias palavras: hoje, quem fala em lista fechada, ou quer se proteger das investidas do Ministério Público, ou está de olho no milionário fundo partidário. Ou ambas as alternativas anteriores.

Alguém é capaz de apontar cinco grandes diferenças entre o Solidariedade e o PDT? Ou entre o PROS e o PAN? PSD e DEM? O PCC e o… Ops, esse ainda não é partido político


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