Edição nº2484 21.07 Ver edições anteriores

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A manifestação da presidente afastada no plenário do Senado indica que Dilma Rousseff parece viver um processo de fuga da realidade. Ela insiste em se colocar como vítima de um golpe, apesar de fazer o discurso em uma sessão presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, que acompanha cada passo do processo, assegurando amplo direito de defesa. Insiste em apontar a oposição a seu governo como principal responsável pelo abismo econômico e político a que ela conduziu o País. E, na mais flagrante demonstração de que sua narrativa não encontra respaldo nos fatos concretos, Dilma disse sem constrangimento que todo esse processo só existe porque ela não interferiu nas investigações da operação Lava Jato e deu liberdade de ação à Polícia Federal. Não é verdade! Tanto Dilma como o seu padrinho, Luiz Inácio Lula da Silva, são oficialmente investigados, a pedido da Procuradoria Geral da República e com a aprovação do STF, por tentarem obstruir a Justiça e interferir no andamento da Lava Jato. O Ministério Público dispõe de provas suficientes para afirmar que houve tentativa de compra de testemunhas e até nomeações de magistrados para as mais altas cortes de Justiça do País, a fim de favorecerem réus que pudessem envolver a presidente afastada nos desmandos realizados na Petrobras.

A quase ex-presidente também mostra desconexão com o mundo real, na medida em que compara o julgamento do impeachment no Senado a uma espécie de colégio eleitoral. Dilma alega sem corar a face que 81 senadores irão substituir a vontade de 54 milhões de eleitores que a elegeram em 2014. A presidente afastada parece ignorar que esse apoio não existe mais. Quase 70% dos brasileiros já se manifestaram a favor do impeachment. E, mais grave ainda, Dilma continua a vender aos eleitores um País que só existe no marketing petista. A inflação, o desemprego e a corrupção comprovada pela Lava Jato mostram que, em 2014, os 54 milhões de eleitores aos quais Dilma se refere compraram gato por lebre. Certamente, os senadores não irão fazer a mesma compra.


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