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Isolamento do Catar pode durar anos, indica ministro dos Emirados Árabes

Isolamento do Catar pode durar anos, indica ministro dos Emirados Árabes

(16 jun) Aviões da Qatar Airways no aeroporto de Toulouse - AFP/Arquivos

O isolamento do Catar pode durar “anos”, advertiu nesta segunda-feira, em Paris, uma autoridade dos Emirados Árabes, que, juntamente com outros três Estados árabes, impõem um bloqueio àquele pequeno reino, acusado de apoiar o terrorismo.

“Não queremos uma escalada, queremos isolar” o Catar, que deve renunciar ao “apoio aos jihadistas e aos islamitas extremistas”, explicou o ministro árabe das Relações Exteriores, Anwar Gargash, a um grupo de jornalistas.

Gargash declarou que os adversários do Catar, que romperam relações diplomáticas com Doha há duas semanas, “apostam no tempo”.

Arábia Saudita, Emiratos Árabes Unidos e Bahrein também fecharam suas fronteiras terrestres e marítimas com o emirado, e impuseram restrições aéreas.

Gargash acusou o emirado de “construir uma plataforma sofisticada de apoio financeiro, midiático e político” aos islamitas radicais e de abrigara vários de seus líderes.

Além disso, indicou que os três países do Golfo mais o Egito entregariam uma lista com suas exigências, incluindo a expulsão de personalidades radicais, sem fornecer mais detalhes.

Gargash considerou que a crise só será resolvida se o Catar “mudar de política”, e se comprometer a “cessar seu apoio aos jihadistas e islamitas radicais”.

“Estados Unidos, França, Grã-Bretanha ou Alemanha têm o peso político e a experiência técnica para instaurar um mecanismo de vigilância” para garantir o respeito do Catar às exigências impostas, acrescentou o ministro.