Edição nº2488 18.08 Ver edições anteriores

Hora de mudar

77O projeto de reforma trabalhista em tramitação na Câmara dos Deputados é uma batalha que ainda está sendo travada – e Deus sabe lá quando terminará.

Michel Temer joga todas as fichas pelas mudanças na CLT, esperando colher bons frutos, tal como ocorreu com a Desvinculação das Receitas da União (permissão para que 20% da arrecadação do Tesouro Nacional sejam destinados de maneira livre e flexível pelo governo) e da Proposta de Emenda à Constituição, que impôs um teto aos gastos públicos pelos próximos 20 anos.

Especialistas têm sido unânimes em aplaudir o esforço da Presidência da República em tentar reestruturar o sistema sindical brasileiro, que data do início do século passado e preserva regras de entidades criadas para atender a um modelo defasado e autoritário. Sindicatos e centrais nunca foram órgãos do Estado e, portanto, únicos por categoria e base geográfica, mantidos por imposto. Em boa hora discutem-se mudanças nessa estrutura.

Que continuem a existir entidades livres nas quais os trabalhadores se associem voluntariamente e com reconhecida capacidade de negociação. Um levantamento do IBGE apontou que metade dos sindicatos atuais nunca participou de um dissídio coletivo – mas são ávidos em colher a contribuição sindical obrigatória.

O mundo hoje requer regras entre patrões e empregados que estejam em sintonia com o século XXI. As reformas para melhorar essa relação são bem-vindas e devem contar com a participação da sociedade.

Dos políticos espera-se que votem em sintonia com os novos tempos e não aceitando o toma-lá-dá-cá que muitas vezes caracteriza as votações no Legislativo brasileiro.

Política
Vai ou não vai

Diversos setores do PT e dirigentes de centrais sindicais se reuniram em São Paulo, antes da divulgação das pesquisas contratadas pela CUT ao Instituto Vox Populi, sobre a chance da candidatura de Lula ao Planalto e o interesse dos brasileiros pela Lava Jato. A questão central era se os dados ajudariam o ex-presidente, a semana passada inteira exposto no noticiário da Lava Jato. Venceu a tese de que, públicas, as pesquisas poderão ajudar a sociedade a refletir sobre a fase atual do País.

Agricultura
Cenário de oferta
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A próxima previsão da Conab apontará novo recorde na safra 2016/2017, sendo que o milho pode atingir uns 92 milhões de toneladas. Uma espécie de força-tarefa oficial terá de cuidar da guarda e escoamento do grão, de áreas produtoras e portos
de exportação. Com o preço de garantia do governo (R$ 17,87 a saca de 60kg), muitos produtores vão entregar suas colheitas à estatal, com previsões indicando que o mercado pagará cerca de R$ 9,00 pelo saco, daqui a poucos meses.

Tribunais Superiores
Corte rica

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Em meio ao debate sobre a reforma da Previdência Social Pública, diante das dificuldades econômicas do País, contracheques de ministros aposentados do Superior Tribunal Militar causam indignação. Um general de Exército foi confortavelmente aquinhoado com um contracheque líquido de R$ 198.329,24 em janeiro. A mesma folha exibe outro ministro, no mesmo mês, com rendimento de R$ 87.189,67, já com abatimentos. A lista de remuneração de dezembro também não foge desse cenário, contracheques sem descontos nas nuvens: R$ 190.524,61; diversos favorecidos com R$ 152.419,69; R$ 124.335,37; R$ 112.131,61; repetidos R$ 87.189,67; R$ 24.335,37 etc. O STJ julga em média dois mil processos por mês.

Lava Jato
Confessou na favela

O sexto processo no âmbito da Lava Jato no Rio de Janeiro, em que Sérgio Cabral virou réu, diz respeito à acusação de que o ex-governador fluminense comandou um cartel com empreiteiras que teria fraudado licitações e superfaturado as obras de reforma do Maracanã e do PAC das Favelas. De todos os envolvidos, até o momento, apenas a Andrade Gutierrez acertou os ponteiros com o Cade. As punições do órgão não livra a empresa e indivíduos de punições na esfera criminal.

Conselho
Barba, cabelo e bigode

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Precisando dialogar dia e noite com políticos desde que assumiu o cargo, para avançar as reformas em seu governo, Michel Temer deveria dar mais ouvidos ao amigo José Yunes, que chegou a ser nomeado assessor do presidente mas saiu depois de divergir de Eliseu Padilha. Na terça-feira 18, Yunes aprovou  seu nome à reeleição para o cargo de comodoro do Yacht Clube de Ilhabella, conquistou a maioria das cadeiras do conselho deliberativo e venceu a disputa contra a oposição. Seu vice será José Gandini, presidente da Kia Motors.

Educação
Combate no palco

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Responsável pela realização de concursos em todo o País, a Fundação Cesgranrio lançará uma campanha contra o bullying nas escolas. A ação começa pelo Rio de Janeiro, com a exibição da peça “Quem é você”. “Queremos mostrar que a prática não é só um desafio para o meio acadêmico, mas também um  caso de saúde pública”, diz carlos roberto serpa, presidente da entidade.

Varejo
Dança de ações

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O controle da Ricardo Eletro poderá mudar em breve. Os bancos Bradesco, Santander e Itaú estudam trocar por ações os créditos que detém da rede varejista. Aliás, nesse momento também crescem os rumores no mercado de que o clã dos Klein reassumirá em breve as rédeas da Via Varejo, dona das marcas Casas Bahia e Ponto Frio, uma das maiores de eletrodomésticos
do mundo.

Eleições 2018
Sinal vermelho

Do alto de sua experiência política, o vice-governador do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, não hesita em afirmar: o voto em lista que vem sendo defendido pelo PT na reforma política não pode ser adotado, por contrariar o artigo 14 da Constituição (“não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir o voto direto, secreto, universal e periódico”). Segundo ele, nem uma emenda constitucional pode mudar tal regra.

Paraná
Mais guardas

Será bastante reforçado o esquema de segurança no prédio da Justiça Federal, em Curitiba, dia 3 de maio, quando Lula fará sua autodefesa perante o juiz Sergio Moro. Áreas próximas serão isoladas, numa tentativa de evitar confrontos entre manifestantes pró e contra o ex-presidente. Se Lula tiver que comparecer a todas as audiências para ouvir as 87 testemunhas de defesa arroladas, no todo passará uns 80 dias na capital paranaense. Além de Lula, outros sete réus convocaram suas próprias testemunhas para o mesmo processo.


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