Edição nº2484 21.07 Ver edições anteriores

“A gente é adulto”

NOVO CARGO Delegado José Alberto Iegas, que denunciou escutas ilegais na cela de Youssef, vira assessor da PF no Paraná (Crédito:Ailton de Freitas)

O superintendente da Polícia Federal no Paraná, Rosalvo Franco, tem um novo assessor há dois meses: o delegado José Alberto Iegas. É o mesmo delegado que disse à CPI da Petrobras em 2015 que a PF paranaense colocou uma escuta ilegal na cela do doleiro e delator Alberto Youssef. À época, a informação, prestada também pelo agente Dalmey Werlang, soou como uma ameaça à Lava Jato, porque poderia ser considerada uma forma de anular toda a Operação. Mas isso não teve importância na nomeação de Iegas para a assessoria da Superintendência da Polícia no Paraná, comentou o delegado. “A gente é adulto, né?”, explicou ele à coluna. “Eu acho que o mundo caminha para frente, não é mesmo?”, continou. Iegas disse que o assunto das escutas ilegais não lhe atrai mais.

Sem confusão

“Esse assunto, para mim, já é página virada”, afirmou Iegas. “Não quero mais falar sobre isso, me causou dissabores e o que eu tinha para falar eu já falei. Realmente isso para mim é assunto encerrado. Estou aqui tocando a minha vida longe de qualquer confusão. Quero só colaborar com o que posso, sem nenhum tipo de polêmica”, concluiu. Os colegas confiam em seu talento.

Verdade

Iegas já foi superintendente da PF no Paraná e, dias antes do depoimento à CPI em 2015, foi nomeado pelo então ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para cuidar de contrabando e tráfico na tríplice fronteira. Isso nunca o incomodou. “Faz parte da missão que a gente tem, nada incomoda se a verdade estiver do nosso lado”, contou Iegas.

Ai, seu Cristóvão

Jonas Pereira

A Operação São Cristóvão caminha a passos lentos na investigação de irregularidades no sistema ‘S’. O caso é tocado pelo Ministério Público Federal do DF. Em 2014, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão em entidades ligadas ao ex-senador e presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade (PR-MG), réu no mensalão tucano que renunciou ao mandato.

Rápidas

* Entre o dia 21 de junho, quando as defesas entregaram seus últimos argumentos, e 12 de julho, quando proferiu a decisão que condenou Lula, o juiz Sergio Moro mexeu ao menos 61 vezes no texto da sentença.

* Se a moda pega… o goiano Marcelo Silva ligou no gabinete de Moro, na 13ª Vara, para agradecer pela decisão de condenar Lula. Moro não atendeu, mas um funcionário anotou o recado. “Eu falo de Rio Verde, Goiás, e queria agradecer ele e falar pra ele visitar nóis uma hora, para tomar um café aqui no Goiás. Nois tá de portas abertas pra ele, viu? Sucesso e boa sorte”.

* O áudio da conversa, gravada e divulgada pelo próprio Marcelo, viralizou no whatsapp. Mas, a interlocutores, o juiz disse não ter recebido o recado. Então, fica aqui o registro.

* Na sentença, Moro diz que poderia mandar prender Lula por obstrução ao fazer discursos “inapropriados” como ordenar a prisão de investigadores. “Revelam tentativa de intimidação da Justiça”.

Retrato falado

“Parcelas da esquerda acharam que poderiam colocar a ideologia para assaltar os cofres públicos” (Crédito:Paulo H. Carvalho/CB/D.A Press)

O deputado federal Heráclito Fortes (PSB-PI), uma das vozes mais respeitadas no Congresso, avalia que nas eleições do ano que vem o eleitor tende a ser mais conservador. Mas não nos costumes e, sim, tenderá a tomar sua decisão de olho em duas experiências internacionais: vai querer fugir de candidatos  exóticos aos moldes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e optará por alguém mais moderado, como o da França, Emmanuel Macron.

Toma lá dá cá

Elsinho Mouco, marqueteiro e conselheiro do presidente Michel Temer

O presidente Michel Temer conseguiu duas importantes vitórias nessa semana: a aprovação da reforma trabalhista e a derrota na CCJ do relatório que pedia a aceitação da denúncia contra ele por corrupção. Em termos de marketing, como essas vitórias serão tratadas?
Como uma vitória do País. A vitória na CCJ é uma vitória do bom Direito. A aprovação da reforma trabalhista será um legado do presidente reformador. As reformas pedem passagem e o Brasil precisa entender isso para não perder as oportunidades que elas oferecem.

O que o presidente Temer precisa para que passe a ser melhor avaliado pela população?
Temer não é populista. Ele só precisa de tempo para ser reconhecido como o homem certo na hora certa.

Qual é o impacto para o trabalho do marketing político depois do que aconteceu com os marqueteiros Duda Mendonça e João Santana?
Duda e João Santana são responsáveis por um padrão estético inovador. Eles vão ficar para sempre. O momento atual demanda uma nova linguagem, uma nova produção. Mais enxuta, mais econômica, mais afinada aos atuais apelos da sociedade.

Meia piscina

Hoje, metade da piscina da casa oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, está em área pública. Em 2015 foi realizado um acordo entre as partes envolvidas. O caso foi parar na Câmara de Conciliação da AGU, que teria 60 dias para se pronunciar, mas ainda não se manifestou, dois anos depois.

O longevo

Fernando Frazão/Agência Brasil

O diretor da PF, Leandro Daiello, deve “ir ficando” no cargo até o final de 2018, qualquer que seja o presidente, dizem investigadores que acompanham o caso. Ano passado, ele desejava sair depois das Olimpíadas e fez uma lista com nove sucessores. Há três semanas, contou a colegas que Temer iria acabar pedindo a sua cabeça. Semana retrasada, o clima melhorou.

Fura fila

Fernando Frazão/Agência Brasil

Depois que ISTOÉ revelou a investigação contra um assessor afilhado do deputado Paulinho da Força (SD-SP), o MPF o denunciou por improbidade administrativa. O secretário de Relações do Trabalho
do Ministério do Trabalho Carlos Lacerda e mais três foram acusados de “furar a fila do registro sindical” pelo procurador Frederico Paiva.


Mais posts

Ver mais

Copyright © 2017 - Editora Três
Todos os direitos reservados.

Nota de esclarecimento A Três Comércio de Publicações Ltda. (EDITORA TRÊS) vem informar aos seus consumidores que não realiza cobranças por telefone e que também não oferece cancelamento do contrato de assinatura de revistas mediante o pagamento de qualquer valor. Tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A Editora Três é vítima e não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças, informando aos seus clientes que todas as medidas cabíveis foram tomadas, inclusive criminais, para apuração das responsabilidades.