Comportamento

Farc querem fundar time de futebol na Colômbia

Farc querem fundar time de futebol na Colômbia

Coluna de guerrilheiros das Farc caminham na zona de padronização de Pondores, La Guajira, 3 de abril de 2017 - AFP/Arquivos

Os ex-guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em processo para se tornar um partido político após o histórico acordo de paz, querem fundar um time de futebol que participe da liga profissional da Colômbia.

“​Nós recebemos há aproximadamente dez dias um comunicado oficial por parte das Farc querendo falar com o futebol colombiano sobre sua participação no nível profissional”, disse à Blu Radio Jorge Perdomo, presidente da Dimayor, entidade responsável pelo esporte no país.

Perdomo indicou que a antiga guerrilha pediu para entrar na segunda divisão e “certamente” no futebol feminino. No Torneio Águila, da série B, competem 16 clubes masculinos e seis de mulheres.

Contudo, afirmou que “não é fácil” as Farc criarem um time profissional.

Para isso, será necessária a aprovação de dois terços da assembleia da Federação Colombiana de Futebol (FCF), da Dimayor, o pagamento de uma espécie de inscrição e ser designado com uma localidade para receber os eventos, entre outros quesitos.

Também são requeridos “cerca de 10 milhões de dólares, e não temos. Nós sempre fomos sonhadores, mas parece complicado”, reconheceu Pastor Alape, um dos dirigentes das Farc, numa coletiva de imprensa em Bogotá.

O líder das Farc afirmou que “o único estádio que está disponível, no qual inclusive poderiam ser anfitriões, é no selvagem departamento de Caquetá, uma zona de influência guerrilheira no sul da Colômbia.

Na próxima terça-feira, a ONU vai terminar de recolher as armas das 26 zonas onde estão concentrados os ex-combatentes e a partir de então a Dimayor poderá examinar o pedido das Farc, que entregou os fuzis após meio século de enfrentamento com o Estado.

“Esse pedido (…) poderá ser examinado nas mesmas regras e condições que o de qualquer outro cidadão ou organização”, comentou o ministro do Interior, Guillermo Rivera.