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EUA: detido suspeito de ter provocado ataque epiléptico com um tuíte

EUA: detido suspeito de ter provocado ataque epiléptico com um tuíte

Um telefone celular em cuja tela aparece o logo da rede social Twitter, em 23 de outubro de 2012, em Quimperle, França - AFP/Arquivos

As autoridades americanas detiveram um homem suspeito de ter provocado uma crise de epilepsia em um jornalista enviando uma mensagem por Twitter que continha uma luz estroboscópica, para puni-lo por suas críticas ao presidente Donald Trump.

O jornalista da Newsweek Kurt Eichenwald estava em 15 de dezembro em sua casa em Dallas (Texas, centro-sul) quando abriu uma mensagem em sua conta de Twitter enviada por um internauta que se identificava como “@jew_goldstein”.

Uma luz forte começou a fazer sinais em sua tela, provocando um ataque epiléptico em Eichenwald. Sua esposa o encontrou no chão. O jornalista havia feito referências publicamente às suas crises epilépticas em várias ocasiões.

Seu advogado, Steven Liberman, citado pelo The New York Times, disse que esta era provavelmente a primeira vez que uma mensagem era enviada em uma rede social para causar danos físicos, e não só psicológicos, ao destinatário.

“Você merece uma crise pelas suas mensagens”, dizia o internauta, sobre um fundo de luz estroboscópica, conhecida por provocar crises em algumas pessoas com epilepsia.

Segundo Liberman, o ataque epiléptico deixou o jornalista incapacitado por vários dias, principalmente para falar e usar sua mão esquerda.

O departamento de Justiça indicou na sexta-feira que tinha detido um suspeito, John Rivello, cujo computador revelou que ele tinha enviado mensagens que faziam referência a esse tuíte e que tinha feito buscas sobre epilepsia.

Segundo a investigação, o agressor fez referências às críticas feitas por Kurt Eichenwald a Donald Trump, indicaram meios americanos.

O suspeito comparecerá ante um juiz pela acusação de ciberassédio com intenção de matar ou de causar danos físicos, um delito que pode ser punido com até 10 anos de prisão.