Especial

O luxo segundo Lipovetsky

O luxo segundo Lipovetsky

Luciane Angelo Foto Reprodução “O luxo é uma aventura milenar, é eterno. Não conhecemos sequer uma civilização que não tenha conhecido o luxo”, começou assim Gilles Lipovetsky sua palestra na Câmara de Comércio França-Brasil pela Luxo Brasil, em São Paulo, nesta quinta-feira 21. Durante a conversa ele explicou o luxo atual, o hipermoderno. O que mudou nos últimos 30 anos? Transformação da oferta “Não é mais o luxo e sim os luxos. A partir dos anos 1990 as indústrias tornaram os produtos mais acessíveis. De certa forma isso é contraditório porque no passado o luxo era para poucos e se tornou para muitos. Por exemplo, os perfumes. Se você não consegue comprar uma bolsa ou uma roupa de uma marca de luxo, uma fragrância você pode comprar. E até mesmo as grandes marcas estão fazendo linhas mais baratas com preços 30% ou 40% inferiores as das coleçõesnormais.” Extensão da marca “No século 19 a Louis Vuitton vendia malas de viagem. Hoje a LV tem roupas, malas, perfumes, lenços, joias, acessórios. A marca se expandiu para outros itens. Outro caso ótimo é a Armani que hoje tem bar, hotel… negócios de outro ramo que até impulsionaram a linha de roupas e hoje desfila alta-costura em Milão.” Surgimento do luxo-marketing Por muito tempo as estratégias de luxo era diferenciadas da massa. Agora o luxo pegou emprestado o método do mass market com estratégias aceleradas de lançamento de produtos. Hoje você vê outdoors da Chanel espalhados pelos ônibus, estações de metrô. O luxo agora não é só o produto mas marketing também.” Transformação de distribuição “As maisons eram familiares com duas lojas, no máximo. Em 1977 a Louis Vuitton possuía 2 lojas, em 2006 345 unidades.” Internet “As marcas de luxo possuem sites e muitas delas e-commerce. O comércio virtual não vai anular os potnos de venda. Um vai ajudar o outro a crescer.” Siga Gente no Twitter!