Cultura

Entre o erudito e a simplicidade do popular

A primeira vez que a cantora e violonista Badi Assad ouviu falar sobre Liniker foi por intermédio de sua maquiadora, que mostrou uma foto dela e disse que Badi precisava conhecê-la. “Lembro que olhei a foto e achei ok, mas nada mais. Aquilo passou. Quando fui falar de um artista para minha coluna musical, que escrevo para uma revista mensal, lembrei daquela foto, que minha maquiadora tinha mostrado, e fui atrás de mais informações sobre ela”, conta à reportagem Badi Assad, que fará show nesta sexta, 28, no Sesc Vila Mariana, com Liniker como convidada.

Liniker, um fenômeno recente da música alternativa que se faz hoje no Brasil, disse que já conhecia o trabalho de Badi. “Acho incrível as coisas que ela canta, admiro muito tudo que faz. Temos essa conexão de sermos duas mulheres do interior de São Paulo (Badi nasceu em São João da Boa Vista e Liniker, em Araraquara) que viraram artistas”, fala Liniker por telefone.

Badi fez o artigo sobre Liniker para a revista, e passou a observá-la mais de perto. Foi quando apareceu a oportunidade de vê-la ao vivo, em um show que Liniker fez no Auditório Ibirapuera, com participação de Elza Soares. “Quando a vi no palco, fiquei chapada. Nem foi tanto por causa do conteúdo de suas músicas, mas por ela representar uma discussão muito importante na atualidade, que é a questão de gênero”, explica.

O último disco de estúdio de Badi foi o álbum Singular, de 2016, com composições de jovens artistas da música alternativa internacional e duas canções em português. “Adorei fazê-lo, porque o disco me mostrou que há muitos jovens compondo músicas com conteúdo para que outros jovens pensem”, explica a cantora, que antecipa seu próximo trabalho. “Será na mesma pegada de Singular, agora voltado para as novidades do Brasil.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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