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Cúpula do G7 na Sicília terá segurança de 7 mil agentes

ROMA, 19 MAI (ANSA) – A próxima cúpula do G7, que acontecerá entre os dias 26 e 27 de maio, na cidade de Taormina, sul da Itália, contará com um efetivo de mais de 7 mil policiais e militares.   

O plano de segurança para receber alguns dos líderes mais importantes do mundo foi apresentado nesta sexta-feira (19) pelo ministro do Interior do país, Marco Minniti, após uma reunião do Comitê Nacional para a Ordem Pública.   

Não há nenhum sinal de alarme particular contra o G7, mas a Itália, única grande nação da Europa Ocidental a passar incólume pelo terrorismo islâmico até aqui, está em estado de alerta máximo contra possíveis ataques ou atos de violência em manifestações.   

Serão 7 mil agentes da Polícia, da Arma dos Carabineiros, da Guarda de Finanças e das Forças Armadas, além de um eventual contingente extra de 2,9 mil militares. Mas a máquina de segurança já está em vigor há vários dias. Em 10 de maio, a Itália suspendeu o Acordo de Schengen e retomou o controle de suas fronteiras.   

Além disso, está proibido o desembarque de imigrantes resgatados no Mediterrâneo em portos da Sicília, onde fica Taormina, embora o elevado número de deslocados externos socorridos nos últimos dois dias (4 mil) tenha forçado um navio com 740 pessoas a se dirigir para Augusta, a 100 km de distância.   

A partir da próxima segunda-feira (22), serão instituídas em Taormina uma área de acesso reservado e uma zona de segurança máxima, nas quais só poderão entrar agentes e pessoas autorizadas. A primeira cobrirá praticamente todo o município, enquanto a segunda isolará o local das reuniões e onde os líderes ficarão hospedados.   

A cúpula contará com as presenças dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da França, Emmanuel Macron; da chanceler da Alemanha, Angela Merkel; e dos primeiros-ministros da Itália, Paolo Gentiloni, do Canadá, Justin Trudeau, do Reino Unido, Theresa May, e do Japão, Shinzo Abe, além dos chefes da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e do Conselho Europeu, Donald Tusk. (ANSA)