Edição nº2484 21.07 Ver edições anteriores

Comida no lixo

53Um dos restaurantes do Ministério da Defesa, que fica na Esplanada, em Brasília, tem mandado para o lixo frequentemente alimentos que ainda poderiam ser aproveitados. O desperdício tem revoltado servidores que flagraram, reiteradas vezes, lixeiras cheias de comida. De acordo com um funcionário que trabalha no local e pediu anonimato, todos os dias refeições que sequer foram oferecidas aos clientes vão para a lixeira. Assim como outros tantos que saem do bufê e vão direto para o descarte. Além de hortaliças, que estragam mais rápido, enchem os sacos plásticos peito de frango e batata palha, por exemplo. Os mantimentos saem dos cofres públicos. A previsão para 2017 é de gasto superior da R$ 2,6 milhões para servir 900 pratos por dia nos refeitórios da pasta.

Mau trato
À coluna, a Defesa explica que a “foto apresentada não retrata o trato normal das hortaliças”. O departamento acredita que a parte que foi descartada apresentava mau estado de conservação, provavelmente resultante do manuseio ou transporte até o refeitório. As circunstâncias serão apuradas.

Promessa
A assessoria da pasta diz não ter havido queixas anteriores. Informam que somente quem é servidor ou terceirizado que presta serviço no ministério pode comer nos três refeitórios. E reitera o compromisso com uma “política de trato de resíduos e sobras de alimentos, visando o não desperdício com a maior seridade”.

Excessos da Justiça

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Crítico de métodos da Lava Jato, o ministro do STF Gilmar Mendes (foto)promove um evento que não deve ter elogios aos procuradores. Um seminário sobre a Constituição e os Direitos e Garantias Individuais. Será no fim de abril no IDP, em Brasília. O evento também é coordenado pelo advogado criminalista Eugênio Pacelli, cujo cliente mais famoso atualmente é o governador de Minas, Fernando Pimentel (PT).

Rápidas

* Enquanto o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, analisa se há elementos para continuar investigação sobre os ministros do Superior Tribunal de Justiça Marcelo Navarro e Francisco Falcão, suas defesas se adiantaram com pedidos de arquivamento.

* Suspeito de integrar trama para melar a Lava Jato via decisões judiciais que soltassem alvos da operação, a defesa de Navarro demonstra que ele poderia ter concedido decisões liminares a favor de empreiteiros, mas as negou.

* Por isso, a defesa argumentou que a acusação é um “crime impossível”. A peça diz ainda que votos de Navarro em favor da prisão domiciliar de investigados foram seguidos posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal.

* Já a defesa do ministro Falcão argumentou que ele nunca recebeu pedido para que conversasse com Navarro para se comprometer a julgar contra as prisões da Lava Jato.

Retrato falado

“As acusações são fruto da imaginação (de Flávio Barra)”
“As acusações são fruto da imaginação (de Flávio Barra)”

Suspeito de captar propina para o PMDB nas obras de Belo Monte, Márcio Lobão, filho do senador Edison Lobão, prestou depoimento à PF na última semana, acompanhado do advogado Aristides Junqueira (foto). Márcio se disse decepcionado com Flávio Barra, delator da Andrade Gutierrez, que o implicou no esquema. Contou que eram amigos pessoais e que Barra só o envolveu para obter os benefícios da delação, tendo criado “situações imaginárias”. Márcio admitiu conta na Suíça, declarada no Brasil.

Vale tudo
Na biografia inédita “Chico Alencar – Caminhos de um Aprendiz”, o deputado federal do PSOL contará quando Lula, então aspirante à Presidência, começou a chocar: “Me lembro de que, depois da minha campanha para prefeito, acho que já em 1997, o Lula veio aqui em casa. Bebemos todas e ele falou que estava cansado de ‘rodar bolsinha nas ruas do país’. Ele queria uma campanha de peso, convencido de que só venceria se fizesse uma campanha com dinheiro alto. Já falava em Duda Mendonça (…). O Carlito Maia, publicitário, (…) dizia que ‘quando a esquerda começa a contar dinheiro, já está deixando de ser esquerda’. Lançamentos no Rio dia 3 e em Brasília dias 26 e 27 de abril.

Vale tudo 2
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Mais uma condenação a José Dirceu mexeu com a esquerda que via o ex-guerrilheiro como herói. À coluna, um deles disse que grande parte de quem o defendeu no mensalão hoje se constrange ao ver, com a Lava Jato, o que era um “projeto político pessoal ter se tornado uma busca patrimonial”, após o mensalão minar suas chances de ser presidente.

Logo ali
O Itamaraty ofereceu ao diplomata Marcelo Calero, ex-ministro da Cultura, para servir na Coreia do Sul. Ele queria posto nos EUA. Calero deixou o governo denunciando tráfico de influência do então ministro Geddel Vieira Lima, que caiu. No que depender do desejo dos chefes, as ofertas não serão atraentes.

TOMA LÁ DÁ CÁ

José Serra (PSDB-SP) Senador
José Serra (PSDB-SP) Senador

De volta ao Senado, a quais temas o senhor pretende se dedicar?
Para começar, me dedicarei a impulsionar os 14 projetos de minha autoria que estão tramitando no Senado e os outros 6 que estão na Câmara para votação final. São sobre finanças públicas, economia, sistema eleitoral, saúde, combate ao fumo. Vou apresentar projetos novos que lidam, inclusive, com a questão penitenciária no Brasil. Um outro prevê a criação da Nota Fiscal Brasileira, à exemplo da Nota Fiscal Paulista, que promovi quando governador em São Paulo.

Pretende apoiar as propostas reformistas do governo?
Apoiá-las, aperfeiçoá-las e contribuir para as negociações entre Congresso e o Executivo. Olha, na vida pública tem muitos políticos pré-euclideanos, para quem a menor distância entre dois pontos é uma curva espiralada (risos). Eu sou do time dos euclideanos: a menor distância entre dois pontos é uma linha reta. Mas, numa negociação em torno de grandes reformas no âmbito do Congresso, temos de ser pós euclideanos: a menor distância entre dois pontos é o entendimento.

Teme que propostas de reforma como a da Previdência possam tirar votos em eleições futuras?
Não se for mostrado que essa reforma é necessária para que os atuais assalariados possam receber a aposentadoria justa no futuro.

Como está o tratamento da coluna?
A cirurgia foi correta, mas a recuperação tem sido lenta. Tenho de fazer bastante fisioterapia e, acima de tudo,
ser paciente, atributo que, digamos, não é meu ponto mais forte. Mas sou persistente.


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