Esportes

COB e entidades aderem a plano para melhorar gestão e transparência

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) e diversas confederações e entidades esportivas formalizaram nesta terça-feira um compromisso com a melhoria na gestão e na transparência do esporte brasileiro.

Em evento na sede dos Correios em São Paulo, o vice-presidente do COB, Paulo Wanderley, e outras lideranças do esporte no País, incluindo o ex-jogador de futebol Raí, aderiram ao Rating de Entidades Esportivas, uma ferramenta que vai avaliar as gestões de confederações e clubes do País.

O objetivo é determinar e ajudar a criar parâmetros de boas práticas administrativas dentro das entidades e, de quebra, conquistar a confiança de patrocinadores, num momento em que diversas confederações passam por investigações por problemas administrativos ou suspeitas de corrupção.

Integridade, governança e transparência são as palavras-chave do projeto, criado pelo Instituto Ethos em parceria com a Ernst Young e colaboração de comitês, confederações, clubes e dos movimentos Pacto pelo Esporte e Atletas pelo Brasil.

O projeto será testado com as entidades até outubro, quando os dados passarão a ser públicos em uma plataforma online.


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Primeiramente, as entidades vão realizar um diagnóstico acerca de suas gestões. Depois disso, elas passarão por uma análise externa, independente, baseada em parâmetros internacionais de gestão. Os primeiros resultados devem vir a público no primeiro trimestre de 2018.

A participação no rating não é obrigatória para nenhuma entidade esportiva, mas o movimento espera expandir o alcance da iniciativa mostrando que gestões transparentes podem atrair mais patrocínios.

Para Wanderley, a ferramenta representa um avanço em transparência para o esporte. “Problemas existem em todos os segmentos da sociedade. Quanto mais você cria mecanismos de controle e transparência, melhor. Isso só vem melhorar e acrescentar ao que já vem sendo feito.”

“O esporte no Brasil precisa de uma nova ordem. Isso é uma necessidade”, defende Raí, presidente do movimento Atletas Pelo Brasil. “O esporte precisa de recursos e, por isso, de um ambiente de confiança e transparência para que as empresas possam investir.”

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