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Candidatos e Trump lamentam tiroteio na Champs-Élysées

PARIS, 20 ABR (ANSA) – Tiros de arma de fogo foram ouvidos na noite desta quinta-feira (20) na Champs-Élysées, a avenida mais célebre de Paris, capital da França.   

Segundo a emissora “BFMTV”, um policial morreu e outro ficou gravemente ferido. Já o Ministério do Interior confirmou a morte do agressor, cuja identidade permanece desconhecida. A região foi evacuada pelas forças de segurança, que pediram para a população evitar a zona, uma das mais movimentadas da capital francesa.   

O episódio ocorreu por volta de 21h (16h em Brasília), na altura do número 100 da avenida, em frente a uma loja da rede varejista britânica “Marks & Spencer”, a poucos metros do Arco do Triunfo.   

Mas ainda não se sabe se os disparos foram um ato de terrorismo ou crime comum, embora o governo já tenha confirmado que a Polícia era o alvo da agressão.   

O jornal “Le Parisien” diz que uma viatura estacionada entre as estações Roosevelt e Georges V do metrô foi atacada por apenas um homem, que teria chegado de carro e armado com um fuzil. Ele só teria sido neutralizado após matar um policial e ferir outro com um disparo na cabeça. Algumas testemunhas falam em dois agressores, porém essa informação ainda não foi confirmada.   

“Emoção e solidariedade pela nossa Polícia, mais uma vez tomada como alvo”, escreveu no Twitter a candidata ultranacionalista à Presidência da França, Marine Le Pen, que aparece em segundo lugar nas pesquisas.   

Já o socialista Benoît Hamon, usou a mesma rede social para enviar seus pensamentos ao agente morto. “Apoio total às nossas forças de ordem contra o terrorismo”, disse, apesar de a Polícia ainda não confirmar que tenha sido um ato terrorista.   

Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que recebeu a notícia do tiroteio durante uma reunião com o primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, enviou suas condolências à França. “Parece terrorismo, não acaba nunca, precisamos ficar fortes e atentos”, disse.   

Gentiloni também lamentou o suposto ataque e declarou que o país vive um momento “muito delicado”. O incidente aconteceu a apenas três dias das eleições presidenciais e pouco mais de 24 horas depois da prisão de dois supostos terroristas que estariam planejando cometer atentados contra os candidatos.   

Os suspeitos foram capturados em Marselha, onde Le Pen faria um comício. Além disso, os serviços de segurança estão em alerta máximo para o risco de ataques na votação do próximo domingo (23). Por conta disso, os candidatos tiveram sua escolta reforçada.   

A França é o país da Europa que mais sofreu atentados terroristas nos últimos anos, incluindo o massacre na redação do jornal “Charlie Hebdo”, que matou 12 pessoas em janeiro de 2015, e a série de ataques na capital em novembro do mesmo ano, que fez 130 vítimas. (ANSA)