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Campeã olímpica é suspensa por não revelar localização para testes antidoping

Campeã olímpica nos 100 metros com barreira no Rio-2016, a norte-americana Brianna Rollins foi suspensa por um ano, nesta quinta-feira, informou a Agência Antidoping dos Estados Unidos. Ela foi punida mesmo sem ser flagrada em exames de doping. A punição se deve à falta de informações sobre o seu paradeiro às autoridades antidoping.

Pelas regras antidoping para atletas de alto rendimento, o esportista deve revelar com frequência o seu paradeiro às autoridades para que possa ser submetido a testes surpresa fora do período de competições. Brianna, contudo, estava indisponível para realizar três testes ao longo do ano de 2016. A falha em sequência confira infração nos códigos antidoping e resulta em suspensão.

Apesar da punição, a corredora de 25 anos realizou oito testes fora de competições durante o mesmo ano de 2016 e, em nenhum deles, deu resultado positivo para substâncias proibidas, segundo seus advogados. Ela também passou ilesa por exames realizados em período de competições ao longo do ano passado.

A punição será retroativa ao dia 27 de setembro de 2016, data do último teste que não foi realizado por falta de informações sobre a localização da atleta. A medalha de ouro conquistada no Rio de Janeiro não será cassada. Mas, por causa da punição, ela perderá a temporada de competições ao ar livre nos próximos meses da temporada 2017.

Brianna alegou confusão com o sistema de localização para justificar as falhas em três ocasiões: 27 de abril e 13 e 27 de setembro. “Eu assumo total responsabilidade pelos erros que cometi e que levaram à minha suspensão. E estou decepcionada por perder a temporada ao ar livre, como consequência da minha confusão quanto ao programa de localização”, disse a atleta.

Segundo os advogados da atleta, o sistema de computador usado pelas autoridades para monitorar os esportistas apresentação localização dupla de Brianna em algumas ocasiões. Nas três datas em que falhou, o sistema teria informado que ela estava em casa e em competições ao mesmo tempo. A Agência Antidoping dos EUA não comentou as alegações dos advogados.