Edição nº2480 23.06 Ver edições anteriores

Azul foi a cor mais quente

De cabelos azuis, ela passou pelo tapete vermelho de Cannes no mesmo dia do protesto de Sonia Braga e a equipe do filme Aquarius contra o impeachment de Dilma Rousseff

De cabelos azuis, ela passou pelo tapete vermelho de Cannes no mesmo dia do protesto de Sonia Braga e a equipe do filme Aquarius contra o impeachment de Dilma Rousseff. Aquarius tomou conta do noticiário brasileiro, mas jornais franceses elegeram a modelo catarinense Luma Grothe uma das mais belas do red carpet do festival de cinema. A revista Gala francesa estampou Luma, que usava um vestido da brasileira Patricia Bonaldi, como a mais bem vestida do Festival de Cannes. As mechas azuis chamaram atenção. “Isso me destacou entre as modelos. Todo mundo queria saber quem era a menina de cabelo azul. Várias pessoas gritaram meu nome, pediram autógrafo”, conta ela, embaixadora da L’oreal Paris e da Paco Rabane. Natural de Joinville (SC), Luma tem 22 anos e já desfilou para Versace, Burberry, entre outras marcas de moda. Foi premiada pela Revista Glamour como “Modelo do Ano” em 2015. Modelo desde os 16 anos, Luma aparece listada no ranking “The Money Girls” no site americano models.com.

Mesa posta
Marta Suplicy (PMDB-SP), reuniu em seu apartamento no Jardim Paulista, chefs e representantes da cena gastronômica paulistana, como Laurent Suaudeau, Olivier Anquier, Carlos Ribeiro, Jun Sakamoto, Rogério Fasano e Rosa Moraes. O coquetel tinha o objetivo de aproximá-la do setor. No discurso, a pré-candidata referiu-se como futura prefeita de São Paulo e mostrou preocupação com a queda do setor, apesar de não ter citado a palavra crise. Quem foi para a cozinha foi a cozinheira da senadora, que preparou pernil suíno, nhoque ao molho sugo e cuscuz paulista. O clima era tão despojado quanto o menu. Nas rodas, só amenidades, embaladas pelo som do piano de cauda.

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Bala

Aposta perdida
Horas antes da saída de Romero Jucá do ministério do Planejamento, empresários próximos a Michel Temer apostavam que o interino seguraria o senador na pasta. “Jucá é muito estratégico para Temer. Ele deve esperar e só vai abrir mão se a coisa for adiante”, disse um deles. No mesmo dia, Temer esperou duas horas.

“Início de governo pós-impeachment é sempre turbulento”
Estava na conta de Geraldo Alckmin que os primeiros dias do governo Temer seriam complicadíssimos. “O início de um governo pós-impeachment é sempre turbulento”, avalia o governador paulista. A queda precoce de Romero Jucá, contudo, nem tanto. Na segunda-feira que culminou com a saída do ministro do Planejamento, Alckmin tucanou diante da pergunta se, sendo ele o presidente, afastaria o ministro. “Vamos deixar o ministro explicar.”

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Dolorosa – Alckmin palestrava para empresários no hotel Hyat, a convite do Lide. O tucano defendeu que a Lava Jato é “sacrificante, dolorosa, mas necessária”. Após deixar o palco, repetiu a frase de efeito para a plateia: “Gostou da frase? ‘Não chegaremos à Terra Prometida pelo destino, mas com luta e sacrifício’”. De gravata vermelha, brincou que não tinha superstição com a cor nem com o número 13, futura linha de trem para Guarulhos. Mas ganhou de João Doria uma gravata verde, amarela e azul.

Thomaz – Alckmin contou que mudou o nome do seu sítio Jataí, em Pindamonhangaba (SP), para sítio Thomaz. “Era o único dos três filhos que gostava de ir. Desde sua morte (há um ano) perdi a vontade de frequentar”, disse.
Geralda – O governador, que será avô de novo, sugeriu o nome de Geralda à filha Sophia, grávida de uma menina. “Não tive sucesso”.

Emoções
A estreia do novo TV Mulher, no canal Viva, promete emoções, na terça-feira 31. Marília Gabriela e a cantora Maria Rita foram às lágrimas no ar. “Foi realmente emocionante”, diz a cantora, que reviu a entrevista de Elis Regina na estreia do TV Mulher, há 36 anos. “Minha mãe foi madrinha do programa. Mexeu comigo Marília ter me convidado para essa nova estreia, 36 anos depois. Este é um programa necessário, especialmente no momento atual do País. É uma história marcante na minha vida, agora com um segundo capítulo. Outras apostas na estreia: a polêmica psicanalista Regina Navarro Lins e o olhar masculino sobre o universo feminino, pelo jornalista Ivan Martins, que fará o TV Homem.

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Aos 54, loira e atriz
Luiza Brunet passou seu aniversário de 54 anos nos estúdios do Projac, preparando-se para entrar em cena na próxima semana como a prostituta Madá na novela Velho Chico. “Passei meu aniversário feliz da vida com Luiz Fernando Carvalho me fotografando de peruca loira. Cheguei à maturidade me surpreendendo comigo mesma, pronta para recomeçar”, comemora a modelo. “As conquistas na maturidade são possíveis. Se tenho a oportunidade de me reiventar e ser atriz aos 54, por que não? É bom chegar nessa idade surpreendida pela experiência de atuar.” Ela já está fazendo aulas para ter sotaque nordestino e contracenará com Antonio Fagundes. Luiza começou a gravar na sexta-feira 27 e falou à coluna.

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IstoÉ – Você pensa em um recomeço como atriz?
Luiza Brunet –
Cheguei à maturidade me surpreendendo comigo mesma, pronta para recomeçar. Se eu tenho a oportunidade de me reiventar e ser atriz aos 54, por que não? Tive a sorte de ser convidada para esse papel. Interpretar uma prostituta é o sonho de qualquer atriz.

IstoÉ – Como foi o convite para voltar a atuar numa novela?
Luiza –
Estava indo para Nova York com o Lírio (Parisotto, investidor e seu namorado). Fui sondada e aceitei. Essa chance surgiu há uma semana. Recebi o texto e adorei. Madá é apaixonante. Cheguei na segunda-feira de Nova York e hoje fui direto para o projac. E segunda-feira foi ontem! A última novela da qual participei foi Anjo Mau. Isso faz 19 anos. Depois participei do quadro para o Fantástico nos contos de Clarice Lispector, quando conheci Luiz Fernando Carvalho.

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IstoÉ – Como espera a receptividade da sua personagem?
Luiza –
Sonho para que seja um papel maior, mas se for um papel menor está ótimo também. Madá é descolada, engraçada, dona de um prostíbulo, aberta. É o oposto do que sou. Foi amante de Afrânio (Fagundes) na juventude. Ele vai visitá-la no cabaré. Não sei como vai evoluir o papel. Vou contracenar com Fagundes, o que é um privilégio. Já nos conhecíamos. Eu o encontro sempre no supermercado, fazendo compras.

IstoÉ – Ficou Loira?
Luiza –
É uma peruca. Foi a primeira vez na vida que me vi loiraça, e adorei. Pensei: puxa, por que nunca fiz isso? A gente tem medo de experimentar. Dou esse conselho às mulheres: não tenham medo de fazer algo novo. Fiquei perfeita de peruca loira.

IstoÉ – Acha que corresponderá às expectativas de Luiz Fernando Carvalho?
Luiza –
É difícil encenar com Luiz Fernando, saber fazer o que ele quer. Mas tivemos um afeto um pelo outro. É muito desafiador, mas a gente não tem que ter medo. Estou pronta para recomeçar aos 54.


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