Nova York, 20/2 – Os acionistas da Bayer estão cautelosamente otimistas com o aparente apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao processo de fusão da empresa alemã com a Monsanto. A expectativa é de que o acordo seja aprovado por órgãos antitruste. A Bayer, segundo analistas e acionistas, aparenta ter levado o acordo a um terreno mais seguro e com boas perspectivas de aprovação após ter assumido o compromisso com Trump de investir nos EUA e manter os empregos no país. “Eles estão cada vez mais próximos de concluir o acordo”, disse Jim Nelson, gestor de carteiras da Bayer na Euro Pacific Capital. “A reunião com Trump foi um incremento positivo ao negócio”, acrescentou, reforçando que ainda há incertezas e que é preciso acompanhar o que vai acontecer com outras fusões que estão em andamento. As ações da Bayer subiram aproximadamente 20% desde que Trump ganhou as eleições, em novembro. No dia 14 de setembro, a Bayer e a Monsanto anunciaram ter chegado a um acordo de aquisição da norte-americana pela alemã por US$ 66 bilhões. Pelo acordo, a Bayer pagará US$ 128 por ação da Monsanto. Em maio, a Bayer havia oferecido US$ 122 por ação, elevando a proposta em julho para US$ 125 e para US$ 127,50 no início de setembro. A companhia alemã também se comprometeu a pagar US$ 2 bilhões em caso de não aprovação por órgãos antitruste, sinalizando a confiança da companhia de que obterá o aval necessário. Fonte: Dow Jones Newswires.