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Almagro pede que Carta Democrática da OEA seja usada para “atuar” na Venezuela

Almagro pede que Carta Democrática da OEA seja usada para “atuar” na Venezuela

Luis Almagro, em Washington, DC, no dia 24 de fevereiro de 2017 - AFP

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, sugeriu neste sábado que a Carta Democrática do organismo seja usada para “atuar” na Venezuela, após o anúncio do presidente americano Donald Trump de uma “possível opção militar” diante da crise nesse país.

“Carta democrática Interamericana @OEA_oficial é o instrumento para defender a democracia e o marco idôneo para atuar na #Venezuela”, escreveu Almagro em sua conta do Twitter.

Almagro insistiu na aplicação deste documento, aprovado em 2001 para fortalecer e preservar a institucionalidade democrática regional, ao acusar ao governo venezuelano de Nicolás Maduro de tornar-se em uma “ditadura”.

Trump disse na sexta-feira que “certamente” Washington poderia optar por uma operação militar para resolver a situação no país sul-americano, onde quatro meses de protestos contra Maduro resultaram em violentos distúrbios que deixaram 125 mortos.

“Temos muitas opções para a Venezuela, incluindo uma possível opção militar se for necessário”, disse o mandatário.

A instalação na Venezuela de uma Assembleia Constituinte impulsionada por Maduro aumentou as tensões entre Caracas e Washington.

Duro crítico do governo de Maduro, Almagro denunciou a eleição da Constituinte como uma “tremenda fraude” e rechaçou há uma semana a decisão do Mercosul de suspender a Venezuela do bloco regional “por ruptura da ordem democrática”.

No entanto, a OEA não chegou a um consenso sobre a situação na Venezuela, apesar de os 13 países-membro do organismo regional terem emitido no último Conselho Permanente uma declaração em que se pede à Venezuela que abandone a ideia da Constituinte.