Agonia do capitalismo tabajara

Ao lado de empreendedores sérios e sofredores com a falta de crédito, carga e complexidade tributárias excessivas e burocracia angustiante, existem alguns privilegiados que sempre se deram bem com o acesso preferencial e obscuro aos mecanismos de poder.

Agora, a Operação Greenfield desvenda um pouco mais da promiscuidade dessas relações. O destaque da vez são os fundos de pensão, que, além de aparelhados pelos políticos nos últimos anos, fizeram péssimos negócios para seus beneficiários. E não é de hoje.

O episódio, apesar de trágico, traz várias consequências positivas. A primeira é o vertiginoso e obrigatório aumento da transparência nesses fundos daqui para a frente. O futuro indica que o dinheiro dos trabalhadores terá que ter uma gestão altamente profissional e com elevado grau de governabilidade.

Tal desdobramento leva a uma outra consequência: os fundos de pensão não servirão mais de muletas para programas de privatização inconsistentes nem para financiar aventuras político-empresariais. A aprovação do uso dos recursos desses fundos deverá ser submetida a severos escrutínios.

Não devemos, obviamente, generalizar. Muitas das operações desses fundos foram lucrativas. Outras, como mostrado no caso da Postalis, foram desastrosas. Fica a lição para os funcionários dessas estatais. Devem evitar que sua poupança seja usada em projetos furados.


+ Rapper implanta diamante de R$ 128 milhões no rosto
+ PR: Jovem desaparecida é encontrada morta; namorado confessa crime
+ Galo bota ovos e surpreende moradores de Santa Catarina

Muitas das operações dos fundos de pensões foram lucrativas.
Outras, como mostrado no caso da Postalis, foram desastrosas

A agonia do capitalismo tabajara já estava sendo promovida pela Operação Lava-Jato. Agora é agravada com a Operação Greenfield. Ambas estão conseguindo traçar, por linhas tortas, a revitalização do nosso capitalismo em direção a um modelo mais aberto, baseado em regras e não em privilégios, com menos intervenção estatal e maior segurança jurídica.

O impacto no futuro da economia será brutal. O Brasil poderá construir, daqui para adiante, um novo modelo de capitalismo, menos dependente do Estado e com menos relações, mais transparentes entre empresas, governo e meio político. No entanto, e como esperado, a transição não será fácil.

A realidade que se apresenta é cruel para o esquema moribundo. Porém, auspiciosa para a cidadania que deseja trabalho, renda e melhores serviços públicos. Cabe a nós acelerar as transformações.

v

Veja também

+ Aprenda 5 molhos fáceis para aproveitar o macarrão estocado
+ Aprenda a preparar o delicioso espaguete a carbonara
+ Vídeo: o passo a passo de como fazer ovo de Páscoa
+ Cientistas desvendam mistério das crateras gigantes da Sibéria
+ Sexo: saiba qual é a melhor posição de acordo com o seu signo
+ 5 benefícios do jejum intermitente além de emagrecer
+ Como fazer seu cabelo crescer mais rápido
+ Vem aí um novo megaiceberg da Antártida
+ Truque para espremer limões vira mania nas redes sociais
+ Estudo revela o método mais saudável para cozinhar arroz
+ Cinema, sexo e a cidade
+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?
+ Cataratas do Niágara congelam e as imagens são incríveis
+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago
+ Editora estreia com o romance La Cucina, uma aventura gastronômia e erótica


Mais posts

Ver mais

Copyright © 2021 - Editora Três
Todos os direitos reservados.

Nota de esclarecimento A Três Comércio de Publicaçõs Ltda. (EDITORA TRÊS) vem informar aos seus consumidores que não realiza cobranças por telefone e que também não oferece cancelamento do contrato de assinatura de revistas mediante o pagamento de qualquer valor. Tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A Editora Três é vítima e não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças, informando aos seus clientes que todas as medidas cabíveis foram tomadas, inclusive criminais, para apuração das responsabilidades.