Copa 2010

A musa que venceu

No último lance da Copa, o beijo do goleiro campeão consagra a namorada repórter como uma nova estrela global

A musa que venceu

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JORNALISMO VERDADE
A repórter Sara em campo (acima) e a cena do beijo,
estimado pela tevê em 2 milhões de euros
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Uma Copa do Mundo não se joga apenas com a bola. No terreno das musas, há de se encontrar bem mais de uma por seleção participante, muitas anônimas, várias autopromovidas ao título de campeãs da beleza. Nenhuma antes na histórias dos Mundiais, porém, teve uma vitória tão consagradora. A espanhola Sara Carbonero ganhou de virada, com gol na prorrogação, imagem em superslow, tira-teima e tudo o que tem direito. Estádio Soccer City, em Johannesburgo, domingo 11. Final encerrada, festa espanhola, ela em seu posto de repórter da TV Telecinco. O goleiro Iker Casillas, capitão da Fúria, avança, coloca-se diante do microfone. Responde uma pergunta. Suspira. Repentinamente, as mãos que defenderam um país colocam-se em posição de ataque. Afastam o longo cabelo castanho, entrelaçam o pescoço da jornalista e a puxam com determinação. Os olhos verdes da morena se fecham diante de um bilhão de telespectadores. Casillas a beija na boca e o beijo tem o efeito de um gol decisivo, espetacular. Sara é a musa que venceu. As outras são só beldades.

De volta à Espanha, quem deveria contar a notícia é tão notícia quanto a festa da vitória da seleção. “Beijo de Casillas e Sara vale 2 milhões de euros”, informa o jornal português “Diário de Notícias”, uma referência ao valor que a Telecinco estaria cobrando das concorrentes para ceder imagens do clímax do romance da Copa. Pelos direitos exclusivos de transmissão do torneio para a Espanha, os patrões de Sara pagaram 80 milhões de euros. “Depois do Mundial, o altar”, anunciou, na capa, a revista de fofocas espanhola “In Touch”, garantindo que a até a igreja, na cidade natal da noiva, já teria sido escolhida. Cada passo de Casillas com a namorada foi seguido avidamente depois que foi decretado, na estreia da Espanha na África, contra a Suíça, que a presença da repórter atrás do gol teria distraído o goleiro e contribuído para a única derrota da Fúria na Copa. Desde então, o romance a transformou em estrela global.

Sara e Casillas se conheceram também na África, pouco mais de um ano antes, durante a Copa das Confederações. Ele a assediou por vários meses até que a jornalista deixasse a imparcialidade de lado e se deixasse seduzir pela fonte. A relação entre ambos virou tema de debates nacionais, mas os dois não se intimidaram. Antes de embarcar para o Mundial, o capitão espanhol anunciou ter feito uma promessa: se fosse campeão, ou casaria com Sara ou rasparia a cabeça. Após o título, questionada pelos colegas, a moça desconversou: “Que raspe”. Até o fechamento desta edição, Casillas mantinha suas madeixas intactas.

 

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