Cultura

Walt Disney japonês

Com um estilo mágico no filme "Ponyo", o diretor
Hayao Miyazaki oferece mais uma opção para os
amantes das animações de qualidade

Walt Disney japonês

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Assista ao trailer da animação no player acima

 

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IMAGINAÇÃO
O garoto Sosuke com a “peixinha” Ponyo (acima)
e o seu criador, o japonês Hayao Miyazaki

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Se os EUA têm em Walt Disney um pilar para o cinema de animação que hoje bate recordes de bilheteria, no Japão o equivalente se dá com Hayao Miyazaki, criador de algumas obras-primas do gênero em quase cinco décadas de atividade. Seu mais novo filme se chama “Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar”, que estreia no Brasil na sexta-feira 2. Feito inteiramente em 2D e com suaves traços aquarelados, o desenho animado teve coprodução da Disney e foi cercado dos maiores cuidados ao ser lançado nos EUA, onde Miyazaki, 69 anos, tem entre seus fãs o poderoso John Lasseter, mandachuva dos Estúdios Pixar. Lá a dublagem dos personagens ficou a cargo de estrelas como Matt Damon, Cate Blanchett e Liam Neeson.

Na história, a “peixinha” Ponyo é encontrada presa em um vidro de conservas por Sosuke, um menino de 5 anos que fica encantado por ela
e promete protegê-la. Ponyo então decide se tornar humana como na fábula “A Pequena Sereia”, óbvia inspiração para esse enredo de fundo ecológico. A preocupação com o meio ambiente é uma constante na obra de Miyazaki desde “A Princesa Mononoke”, título de 1997 que se tornou a maior bilheteria do Japão, batendo até “E.T – O Extraterrestre”. No exterior, o sucesso do diretor aconteceu com “A Viagem de Chihiro”, de 2001. Divisor de águas em sua carreira internacional e considerado o seu melhor trabalho, o longa teve dificuldades para furar o bloqueio ocidental. Com uma história complexa e elaborada – até então incomum em filmes infantis –, seu enredo chegou a ser comparado aos do diretor americano Tim Burton.

Já consagrado com o Oscar, em 2005 Miyazaki lançou “O Castelo Animado”, conto de fadas sobre a trajetória de Sofia, uma jovem de 18 anos transformada por uma feiticeira em uma mulher idosa que se refugia em um castelo que se move. Agora essa magia oriental repete-se em “Ponyo”, criatura tão adorável quanto qualquer peixinho de computação gráfica.

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