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Entrevista

LURIAN CORDEIRO LULA DA SILVA

“Só tive ônus, bônus, não colhi”

“Só tive ônus, bônus, não colhi”

Pela primeira vez, a filha do presidente fala sobre as dificuldades que enfrenta desde a ascensão de Lula ao poder


Edição 21.01.2009 - nº 2045


Aprimeira vez que Lurian Cordeiro Lula da Silva apareceu na política nacional foi como pivô de uma das maiores baixarias eleitorais. Na reta final da eleição presidencial de 1989, Fernando Collor exibiu na tevê depoimento da enfermeira Miriam Cordeiro acusando seu ex-namorado, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, de incitála a fazer um aborto. Lurian, então com 15 anos, chegou a defender o pai na televisão. Depois que Lula foi eleito, ela voltou a ser personagem política ao ser acusada de desvio de dinheiro da ONG Rede 13 e de uso irregular do cartão corporativo do governo federal.

Hoje, jornalista formada, ela resolveu entrar para valer na vida pública. Acaba de assumir a Secretaria de Ação Social do município de São José, na região metropolitana de Florianópolis. "Agora é Lurian", diz ela nesta entrevista à ISTOÉ, a primeira vez em que responde às acusações e comenta as agruras sofridas por ser filha de quem é. "Só tive ônus. Bônus, não colhi nenhum." Antes de assumir a secretaria, procurou Lula. "Aceita, aceita", disse o pai.

Mas garantiu que não o consultará sobre gestão. Casada e mãe de um casal de filhos, diz que sua família tem uma vida simples, sem ostentação. "Não sou filha do presidente, estou filha do presidente." Como secretária, anuncia a extinção da "arcaica" cesta básica – tradicional moeda de troca na política – e pretende criar o cartão-cidadão para as famílias carentes escolherem livremente seus alimentos.

Mas garantiu que não o consultará sobre gestão. Casada e mãe de um casal de filhos, diz que sua família tem uma vida simples, sem ostentação. "Não sou filha do presidente, estou filha do presidente." Como secretária, anuncia a extinção da "arcaica" cesta básica – tradicional moeda de troca na política – e pretende criar o cartão-cidadão para as famílias carentes escolherem livremente seus alimentos.

ISTOÉ – Por que você aceitou o convite para ser secretária de Ação Social de São José? LurianSilva – Ninguém me dava espaço. É a primeira vez que acreditam na Lurian.

ISTOÉ – Ser filha do presidente não traz vantagens? Lurian – Só tive ônus. Bônus, não colhi nenhum.

ISTOÉ – Então, ser filha do presidente Lula não traz nenhum bônus? Lurian – Falaram que ia ter ônus

É bônus. Todo mundo deve imaginar: "Ela tem um monte de benefícios." Tenho muito orgulho, defendo ele, visto a camisa. Tenho segurança? Tenho, mas porque é constitucional. Não tenho segurança porque eu fui lá e falei: "Olha, eu sou linda, maravilhosa, quero ter um segurança para mim." Não sou filha do presidente, eu estou filha do presidente, isso está bem claro. Tenho que passar isso para minha filha. O meu filho pequeno, quando falam na televisão: "O presidente Lula", ele dá risada. Ele fala: "Presidente? Ele é meu avô." Faço questão de passar isso para minha filha: "Você cai nessa de presidente, daqui a pouco isso passa e eu quero saber quem vai sobrar ao seu lado, porque agora, para as amigas, tudo é festa." A gente faz questão de manter o pé no chão.

ISTOÉ – É a primeira vez que a convidam para um cargo? Lurian – O irmão do prefeito Djalma Berger, o Dário, que é prefeito de Florianópolis, tinha me convidado no ano passado. Só que era começo do período eleitoral e eu achava que poderia trazer prejuízos tanto para ele quanto para mim, porque nós também tínhamos o candidato lá, que era do PT.

ISTOÉ – Você teve que se desfiliar do PT para aceitar o convite?Lurian – Eu me licenciei, por uma questão de respeito à oposição do PT, mas sou filiada ao PT de Blumenau. O PT de Blumenau me deu todo o apoio quando fui convidada.

ISTOÉ – O que você pretende fazer à frente da secretaria? Lurian – Dar dignidade para o município. O que a gente gasta em cesta básica, vamos reverter para o cartãocidadão, com o qual ele irá ao mercado e poderá comprar o que quiser.

ISTOÉ – Esse projeto vai atender quantas pessoas? Lurian – Hoje são assistidas cinco mil famílias. A gente vai ter que fazer um recadastramento destas famílias para ver em que situação elas se encontram e atender à demanda do município.

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ISTOÉ – As pessoas nas ruas a abordam mais como a filha do presidente ou como a Lurian?Lurian – Muito mais como Lurian. Às vezes eu chegava a um lugar e as pessoas ficavam me olhando porque viam o pessoal da segurança. Não sabiam que eu era eu. Falavam assim: "A filha do Lula está aí, olha a segurança", mas não conseguiam me identificar no meio do povo. Já aconteceu de as pessoas falarem mal de mim na minha frente. Quando elas percebem que sou a filha do presiedente, me olham e me medem da cabeça aos pés: "Nossa, mas você é assim? Você anda desse jeito assim, simples?" Imaginam que eu tenho que andar de salto alto, maquiada, pronta para um evento.

ISTOÉ – As pessoas imaginam que vão encontrar uma madame? Lurian – É. Criou-se esse estigma. Não fui criada desse jeito. No meu dia-adia, sou de arregaçar as mangas e fazer as coisas.

ISTOÉ – Você acha que vai ser mais fácil aprovar seus projetos com o ministro Patrus Ananias?Lurian – Conheço muito bem o Patrus. O que tiver de dizer sim, ele vai dizer sim, independentemente de ser para a filha do Lula. O que tiver de dizer não, ele vai dizer não. Acho que não vou ter dificuldade nem vou ter privilégio.

ISTOÉ – Você pediu opinião ao seu pai sobre como administrar a secretaria? Lurian – Não. Tenho que pedir ideia para o prefeito. Ele é quem sabe qual é o projeto para a cidade.

ISTOÉ – Você pediu autorização ao seu pai para assumir a secretaria? Lurian – Fiz uma consulta. Falei: "É a segunda vez que recebo um convite." Ele falou: "Aceita, aceita." Tenho que ter meus méritos, não é? Não posso me subestimar achando que sou só filha do presidente, não. A gente tem fases. Quando a gente é criança, a gente é filha de alguém, quando é pai, a gente é pai de alguém. Quando chego à escola, sou mãe do João (de 4 anos) e mãe da Bia (13), ou então "filha do Lula". Agora, estou conseguindo ganhar minha autonomia. Agora é a Lurian.

ISTOÉ – Ser filha de Lula vai abrir portas? Lurian – Pode fechar, não é? Acho que posso abrir muito mais portas chegando lá como a Lurian, sorrindo, com meu jeito de ser. Para mim é muito difícil falar: "Sou a Lurian, filha do presidente Lula." Isso para mim significa ostentar e eu não gosto de ostentar.

ISTOÉ – Você está gostando da administração do seu pai? Lurian – Quem está avaliando o governo Lula é o povo, não sou eu. E está aí: 80% de aprovação.

ISTOÉ – Qual o seu salário? Lurian – Não é alto, não.

ISTOÉ – Coisa de uns R$ 4 mil? Lurian – É, líquido deve chegar a isso. Acho que é R$ 5 mil. Olha como você vai colocar, porque daqui a pouco tem gente me sequestrando. Pelo amor de Deus! É sério, tenho de me preservar, não é?

ISTOÉ – Para a cidade é muito? Lurian – Tem gente que acha que a filha do Lula ganha salário por ser filha de presidente. Quando alguém me convida para ir a um lugar e eu falo que não vou, dizem o seguinte: "Como você não tem dinheiro, você não é filha do presidente?"

ISTOÉ – Tem gente que acha que a estrutura da Presidência se reverte em dinheiro para você?Lurian – Exatamente. Eu falo: "Olha, o Congresso não aprovou nenhuma lei que dá salário para a filha do presidente." E a gente vive num Estado que aparenta ser tranquilo. Mas o traficante Abadia estava aqui. A gente se preserva muito ao falar de salário. É pouco, mas na cabeça deles, pode parecer muito. Tenho muito medo, eu preservo muito meus filhos.

ISTOÉ – O seu marido, o Marcelo Sato, ajuda a sra. no seu cargo? Lurian – Não. Cada um no seu (ele é assessor parlamentar). A gente procura não falar sobre trabalho em casa.

ISTOÉ – Você quer deixar uma marca registrada na sua administração? Lurian – Quando terminar o mandato do Djalma, quero que o cidadão de São José fale: ‘Olha, se não foi a melhor gestão de ação social, está equiparada à que a Rose (mulher do prefeito) fez.’ Mas a gente veio para fazer diferente. Vamos dar continuidade ao que ela fez, fazendo novos convênios. A gente quer deixar o povo de São José feliz.

ISTOÉ – Você vai ser deputada? Lurian – Deus me livre. Quero fazer um bom trabalho, mas quero também ser mãe, quero ter tempo para curtir meus filhos e ter tempo para mim. Meu negócio é bastidores.

ISTOÉ – Em que sentido? Lurian – Trabalhei em campanhas e assessorias de imprensa. Aqui estou sendo secretária, não sou a cabeça, a cabeça é o Djalma. Não gosto de ser o foco não.

ISTOÉ – Além do cartão-cidadão, você pensa em que projetos? Lurian – A gente está querendo criar o centro de referência para a mulher que é vítima de violência, fazer projeto de capacitação com os conselhos e as ONGs e de inclusão digital. E também construir restaurante popular.

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ISTOÉ – O dinheiro do município dá para fazer os projetos? Lurian – Dá. Mas tem convênios com o governo federal também. Não vamos pedir ao governo federal nada que seja ilícito e inviável. Nada a que os outros municípios não tenham acesso.

ISTOÉ – Você foi acusada de usar dinheiro de cartão corporativo. Lurian – Fui acusada de ter dinheiro no Exterior e usar cartão corporativo, que nunca tive. Sempre me marginalizaram. Nunca deram espaço para mim. Fiquei muito magoada. Ninguém nunca me procurou para saber a verdade. Falaram que eu tinha uma ONG.

ISTOÉ – A ONG Rede 13 era sua? Lurian – Nunca tive uma ONG. Quando fui para Florianópolis, trabalhei na Rede 13 como voluntária, sete meses. A Rede 13 tinha o papel de disseminar o Programa Fome Zero no Estado. Acabou, fechou. Nunca ganhei um tostão para isso. A Rede 13 nunca foi minha.

ISTOÉ – Você guarda mágoa daquele episódio do Collor de Mello? Lurian – Para mim, aquilo não tem nada a ver comigo.

ISTOÉ – Por que você aceitou o convite para ser secretária de Ação Social de São José?
LURIAN

Ninguém me dava espaço. É a primeira vez que acreditam na Lurian.

ISTOÉ – Ser filha do presidente não traz vantagens?
LURIAN

Só tive ônus. Bônus, não colhi nenhum.

ISTOÉ – Então, ser filha do presidente Lula não traz nenhum bônus?
LURIAN

Falaram que ia ter ônus. É bônus. Todo mundo deve imaginar: "Ela tem um monte de benefícios." Tenho muito orgulho, defendo ele, visto a camisa. Tenho segurança? Tenho, mas porque é constitucional. Não tenho segurança porque eu fui lá e falei: "Olha, eu sou linda, maravilhosa, quero ter um segurança para mim." Não sou filha do presidente, eu estou filha do presidente, isso está bem claro. Tenho que passar isso para minha filha. O meu filho pequeno, quando falam na televisão: "O presidente Lula", ele dá risada. Ele fala: "Presidente? Ele é meu avô." Faço questão de passar isso para minha filha: "Você cai nessa de presidente, daqui a pouco isso passa e eu quero saber quem vai sobrar ao seu lado, porque agora, para as amigas, tudo é festa." A gente faz questão de manter o pé no chão.

ISTOÉ – É a primeira vez que a convidam para um cargo?
LURIAN

O irmão do prefeito Djalma Berger, o Dário, que é prefeito de Florianópolis, tinha me convidado no ano passado. Só que era começo do período eleitoral e eu achava que poderia trazer prejuízos tanto para ele quanto para mim, porque nós também tínhamos o candidato lá, que era do PT.

ISTOÉ – Você teve que se desfiliar do PT para aceitar o convite?
LURIAN

Eu me licenciei, por uma questão de respeito à oposição do PT, mas sou filiada ao PT de Blumenau. O PT de Blumenau me deu todo o apoio quando fui convidada.

ISTOÉ – O que você pretende fazer à frente da secretaria?
LURIAN

Dar dignidade para o município. O que a gente gasta em cesta básica, vamos reverter para o cartãocidadão, com o qual ele irá ao mercado e poderá comprar o que quiser.

ISTOÉ – Esse projeto vai atender quantas pessoas?
LURIAN

Hoje são assistidas cinco mil famílias. A gente vai ter que fazer um recadastramento destas famílias para ver em que situação elas se encontram e atender à demanda do município.

ISTOÉ – As pessoas nas ruas a abordam mais como a filha do presidente ou como a Lurian?
LURIAN

Muito mais como Lurian. Às vezes eu chegava a um lugar e as pessoas ficavam me olhando porque viam o pessoal da segurança. Não sabiam que eu era eu. Falavam assim: "A filha do Lula está aí, olha a segurança", mas não conseguiam me identificar no meio do povo. Já aconteceu de as pessoas falarem mal de mim na minha frente. Quando elas percebem que sou a filha do presiedente, me olham e me medem da cabeça aos pés: "Nossa, mas você é assim? Você anda desse jeito assim, simples?" Imaginam que eu tenho que andar de salto alto, maquiada, pronta para um evento.

ISTOÉ – As pessoas imaginam que vão encontrar uma madame?
LURIAN

É. Criou-se esse estigma. Não fui criada desse jeito. No meu dia-adia, sou de arregaçar as mangas e fazer as coisas.

ISTOÉ – Você acha que vai ser mais fácil aprovar seus projetos com o ministro Patrus Ananias?
LURIAN

Conheço muito bem o Patrus. O que tiver de dizer sim, ele vai dizer sim, independentemente de ser para a filha do Lula. O que tiver de dizer não, ele vai dizer não. Acho que não vou ter dificuldade nem vou ter privilégio.

ISTOÉ – Você pediu opinião ao seu pai sobre como administrar a secretaria?
LURIAN

Não. Tenho que pedir ideia para o prefeito. Ele é quem sabe qual é o projeto para a cidade.

ISTOÉ – Você pediu autorização ao seu pai para assumir a secretaria?
LURIAN

Fiz uma consulta. Falei: "É a segunda vez que recebo um convite." Ele falou: "Aceita, aceita." Tenho que ter meus méritos, não é? Não posso me subestimar achando que sou só filha do presidente, não. A gente tem fases. Quando a gente é criança, a gente é filha de alguém, quando é pai, a gente é pai de alguém. Quando chego à escola, sou mãe do João (de 4 anos) e mãe da Bia (13), ou então "filha do Lula". Agora, estou conseguindo ganhar minha autonomia. Agora é a Lurian.

ISTOÉ – Ser filha de Lula vai abrir portas?
LURIAN

Pode fechar, não é? Acho que posso abrir muito mais portas chegando lá como a Lurian, sorrindo, com meu jeito de ser. Para mim é muito difícil falar: "Sou a Lurian, filha do presidente Lula." Isso para mim significa ostentar e eu não gosto de ostentar.

ISTOÉ – Você está gostando da administração do seu pai?
LURIAN

Quem está avaliando o governo Lula é o povo, não sou eu. E está aí: 80% de aprovação.

ISTOÉ – Qual o seu salário?
LURIAN

 É, líquido deve chegar a isso. Acho que é R$ 5 mil. Olha como você vai colocar, porque daqui a pouco tem gente me sequestrando. Pelo amor de Deus! É sério, tenho de me preservar, não é?

ISTOÉ – Para a cidade é muito?
LURIAN

Tem gente que acha que a filha do Lula ganha salário por ser filha de presidente. Quando alguém me convida para ir a um lugar e eu falo que não vou, dizem o seguinte: "Como você não tem dinheiro, você não é filha do presidente?"

ISTOÉ – Tem gente que acha que a estrutura da Presidência se reverte em dinheiro para você?
LURIAN

Exatamente. Eu falo: "Olha, o Congresso não aprovou nenhuma lei que dá salário para a filha do presidente." E a gente vive num Estado que aparenta ser tranquilo. Mas o traficante Abadia estava aqui. A gente se preserva muito ao falar de salário. É pouco, mas na cabeça deles, pode parecer muito. Tenho muito medo, eu preservo muito meus filhos.

ISTOÉ – O seu marido, o Marcelo Sato, ajuda a sra. no seu cargo?
LURIAN

Não. Cada um no seu (ele é assessor parlamentar). A gente procura não falar sobre trabalho em casa.

ISTOÉ – Você quer deixar uma marca registrada na sua administração?
LURIAN

Quando terminar o mandato do Djalma, quero que o cidadão de São José fale: ‘Olha, se não foi a melhor gestão de ação social, está equiparada à que a Rose (mulher do prefeito) fez.’ Mas a gente veio para fazer diferente. Vamos dar continuidade ao que ela fez, fazendo novos convênios. A gente quer deixar o povo de São José feliz.

ISTOÉ – Você vai ser deputada?
LURIAN

Deus me livre. Quero fazer um bom trabalho, mas quero também ser mãe, quero ter tempo para curtir meus filhos e ter tempo para mim. Meu negócio é bastidores.

ISTOÉ – Em que sentido?
LURIAN

Trabalhei em campanhas e assessorias de imprensa. Aqui estou sendo secretária, não sou a cabeça, a cabeça é o Djalma. Não gosto de ser o foco não.

ISTOÉ – Além do cartão-cidadão, você pensa em que projetos?
LURIAN

A gente está querendo criar o centro de referência para a mulher que é vítima de violência, fazer projeto de capacitação com os conselhos e as ONGs e de inclusão digital. E também construir restaurante popular.

ISTOÉ – O dinheiro do município dá para fazer os projetos?
LURIAN

Dá. Mas tem convênios com o governo federal também. Não vamos pedir ao governo federal nada que seja ilícito e inviável. Nada a que os outros municípios não tenham acesso.

ISTOÉ – Você foi acusada de usar dinheiro de cartão corporativo.
LURIAN

Fui acusada de ter dinheiro no Exterior e usar cartão corporativo, que nunca tive. Sempre me marginalizaram. Nunca deram espaço para mim. Fiquei muito magoada. Ninguém nunca me procurou para saber a verdade. Falaram que eu tinha uma ONG.

ISTOÉ – A ONG Rede 13 era sua?
LURIAN

Nunca tive uma ONG. Quando fui para Florianópolis, trabalhei na Rede 13 como voluntária, sete meses. A Rede 13 tinha o papel de disseminar o Programa Fome Zero no Estado. Acabou, fechou. Nunca ganhei um tostão para isso. A Rede 13 nunca foi minha.

 

ISTOÉ – Você guarda mágoa daquele episódio do Collor de Mello?
LURIAN

Para mim, aquilo não tem nada a ver comigo.


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