Comportamento

Um professor para futuras misses

Já existe escola para formar candidatas às faixas e coroas de concursos de beleza

Se depender do gaúcho Evandro Hazzy, o Brasil será uma indústria de misses a exemplo da Venezuela, país que mais leva candidatas à etapa final do concurso Miss Universo. Ele, que se nomeia missólogo – uma profissão, no mínimo, inusitada –, acaba de inaugurar em Porto Alegre a primeira escola voltada às moças que sonham em envergar faixa e coroa. Na grade estão aulas de beleza, etiqueta, oratória, passarela e até dança flamenca, que, no caso, serve para dar desenvoltura e gingado!

O conteúdo intelectual das pupilas também é uma preocupação. Para isso, a pomposa Escola de Misses Allure by Evandro Hazzy disponibiliza biblioteca com revistas, jornais e livros. O pequeno príncipe, é claro, não poderia faltar na coleção. “É como Copa do Mundo. Os treinadores investem nos jogadores para buscar o caneco. Os missólogos, para conquistar o Miss Brasil e Miss Universo.”

A experiência de Hazzy se iniciou ainda na infância, ao organizar concursos de beleza durante o recreio da escola. Nos últimos oito anos, cinco mulheres orientadas por ele venceram o concurso Miss Brasil, entre elas a atual dona da faixa, Rafaela Zanella. Outra beldade, Renata Fan, foi coroada em 1999 e hoje apresenta um programa de esportes na tevê. Hazzy lembra que Juliana Borges, Miss Brasil 2001, foi um de seus casos mais controvertidos. A garota passou por 19 cirurgias para chegar ao ideal de beleza. “As pessoas me criticaram, mas, a partir do momento que a mulher coloca tinta no cabelo ou usa rímel para alongar os cílios, ela já deixou de ser natural”, conclui o professor de misses.