Em Cartaz

Vai o médico, fica o mostro

Um dos maiores espantos em "O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde" (ou "O Médico e o Monstro") é o reduzido número de páginas em que Robert Lois Stevenson conseguiu construir o clássico fantástico sobre transtorno de personalidade

Vai o médico, fica o mostro

Um dos maiores espantos em “O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde” (ou “O Médico e o Monstro”) é o reduzido número de páginas em que Robert Lois Stevenson conseguiu construir o clássico fantástico sobre transtorno de personalidade. Elogiado pelo “New York Times Book Review” quando saiu nos Estados Unidos, “Hyde”, de Daniel Levine, é uma fanfiction, ficção de fã, literalmente, como se nomeiam hoje os livros que continuam narrativas de outros mantendo os mesmos personagens. Em mais de 300 páginas, Levine continua o inferno de Hyde, o monstro da mais conhecida tradução do título para o português. Espertamente, o autor lembra logo na abertura de uma das frases de Dr. Henry Jekyll que levam a entender que Stevenson concordaria com a continuação do original: “Outros me sucederão, outros irão me superar nesse mesmo tema; e me arrisco a supor que o homem será conhecido no fim como um mero abrigo de personalidades múltiplas, incongruentes e independentes.”A fala integral do médico, bem como a história original, estão reproduzidos na íntegra no volume que chega às livrarias brasileiras pela editora Record. 

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