A semana

Morte onde a vida tem de ser preservada

Está melhorando no País a atenção e o acompanhamento do Ministério Público em relação a casas de repouso e asilos – São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul são exemplos dessa boa atuação. Isso ainda não impede totalmente, no entanto, que horrores aconteçam – e acabem repercutindo na mídia internacional. É o caso de instituição na cidade gaúcha de Cruz Alta onde um idoso matou um colega e feriu outros três, todos internos na casa. Uma das versões diz que houve briga por causa de cigarros. Ainda que esse seja de fato o motivo, é imperdoável. Mas há quem assegure que o idoso agressor não fumava. É clinicamente natural que em tais asilos haja portadores de enfermidades decorrentes da idade e que elas levem às vezes a comportamentos antissociais. Por isso, mais que natural, é obrigatório o cuidado que os responsáveis por asilos têm de ter com seus pacientes.