Cultura

Luz, câmera, água

Efeitos especiais são a grande atração de "Horas Decisivas", que narra o maior resgate da guarda costeira americana

Luz, câmera, água

HERÓI REAL

Aexperiência imersiva do IMAX 3D, que dá à plateia a sensação de estar no foco da ação, deixou Hollywood ainda mais sedenta por histórias espetaculares. De preferência, com cenas de fúria da natureza. Se for na água então, com grandes ondas sob o vento forte, um tanto melhor. Isso explica o interesse do diretor Craig Gillespie em reviver nas telas o maior resgate realizado por barco salva-vidas de na história da guarda costeira americana.

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HERÓI REAL
Chris Pine, como o capitão Bernie Weber, que pilota a
pequena embarcação responsável pelo resgate

“Horas Decisivas”, que estreia na quinta-feira 18, relembra o drama ocorrido em 18 de fevereiro de 1952 na costa de Cape Cod, em Massachusetts, quando uma tempestade partiu ao meio um navio-tanque, colocando em risco a tripulação.

Os cerca de 30 marinheiros só foram salvos graças à teimosia de um grupo da guarda costeira de Massachusetts. Capitaneados por Bernie Weber, os guardas-costeiros se aventuraram pelas ondas de mais de 20 metros de altura em um precário barco salva-vidas, que a imprensa internacional chamou de ridículo de tão pequeno.

Para acompanhar o belo projeto de efeitos especiais sob as águas da produção que custou US$ 80 milhões, o ator Chris Pine, chamado para viver o herói de Cape Cos, passou semanas imerso em tanques de água ou sob jatos fortes simulando tempestades marítimas. “Por mais que isso possa soar como clichê, o espectador ainda vai ao cinema para acompanhar histórias de homens comuns que conseguem superar obstáculos aparentemente intransponíveis”, acredita o ator, que se emocionou com a modéstia de seu personagem nas entrevistas que concedeu à época.

Para o ator, que vem despontando em Hollywood com papeis do universo fantástico (“Star Treck” e “Mulher Maravilha”, entre eles), se o pacote trouxer cenas de ação de tirar o fôlego, tanto melhor. “Com tantos marmanjos com superpoderes, o cinema ficou carente de heróis reais, que simplesmente seguem seus instintos.” (E.G)