A semana

Workaholic da criação

Workaholic da criação

Morreu o homem que respirava cinema e televisão: nome de batismo José Carlos Aranha Manga, nome artístico Carlos Manga. Quase nada do que se passou de revolucionário na tela do cinema nacional e na tela da televisão brasileira não tem o trabalho desse diretor. De trás para frente na trajetória de sua vida: Manga ingressou na Rede Globo (1980) pelas mãos de Chico Anysio e sua primeira missão foi dirigir a segunda versão do programa de humor “Chico City”. Amigos pessoais, colegas profissionais e até os poucos desafetos explicam que Manga “aliava de forma incrível uma inquieta criatividade com a vontade de trabalhar incansavelmente” – espécie de workaholic da criação na tevê. No cinema, começo de sua vida artística, Manga dirigiu 32 filmes, entre eles “Matar ou Correr” (1954) e “O Homem do Sputnik” (1959), nos anos dourados da Atlântida. Ele morreu na quinta-feira 17, no Rio de Janeiro, aos 87 anos, de causa não revelada.