Edição nº2484 21.07 Ver edições anteriores

A exigência de Cunha para aceitar o impeachment

Na reunião que teve com a oposição na segunda-feira 27, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que está disposto a aceitar um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff

Na reunião que teve com a oposição na segunda-feira 27, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que está disposto a aceitar um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Mas estabeleceu uma condição: ele só entra nessa aventura se os partidos contrários ao governo chegarem a um consenso sobre o assunto. Cunha deu prazo de 30 dias para que essas legendas se entendam. Sem a unidade dos oposicionistas, o presidente da Câmara teme se desgastar sozinho com os petistas.

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Na base do palavrão
Em outra reunião, com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, Eduardo Cunha abusou da informalidade ao falar das dificuldades de aprovação do ajuste fiscal proposto pelo governo. “Você vai se f… , porque desse jeito nós não vamos aprovar o ajuste”. Nesse caso, Cunha não quer aparecer para os brasileiros como patrocinador de medidas impopulares.

O ajuste patina
As discussões sobre o ajuste fiscal esfriaram nas duas últimas semanas no Congresso. Como o PT insiste em criticar as medidas provisórias decididas por Joaquim Levy, os outros partidos da base também se sentem desobrigados a apoiar as mexidas nos direitos trabalhistas.

Onde eles querem chegar?
O Palácio do Planalto tem dificuldade para entender onde o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e Eduardo Cunha pretendem chegar com os desentendimentos em assuntos de interesse do governo. Afinal, nessa briga, eles também saem arranhados.

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Gastaram por conta I
O governo de Sergipe está sem dinheiro para pagar servidores e pensionistas. Nos últimos quatro anos, os governadores Marcelo Deda (PT), morto em 2013, e Jackson Barreto (PMDB), anteciparam junto a bancos mais de R$ 500 milhões de receita de royalties do pré-sal.

Gastaram por conta II
Com o escândalo do Petrolão, a Petrobras suspendeu os investimentos e não se sabe quando o dinheiro chegará ao estado. A estatal sinalizou que o plano de negócios para 2015 será divulgado em maio, mas nada garante que o problema de Sergipe se resolva.

Problema doméstico
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) quer incluir na pauta o projeto que regulamenta o trabalho doméstico. As discussões sobre a terceirização fizeram o assunto perder força e nem os petistas a ajudam nesse esforço. Sabe-se também que trabalhadores usam CNPJ de microempreendedores individuais em vez de recorrer à carteira assinada.

Precaução
Deputados médicos querem saber da Mesa Diretora se podem exercer a profissão enquanto têm mandato parlamentar. Eles ficaram muito preocupados depois que o senador Luiz Henrique (PMDB-SC) foi acusado pelo MP de intervenção indevida no SUS em benefício de uma amiga.

PSDB de olho no Nordeste
Aliados do senador Aécio Neves (PSDB) receberam um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo que detectou forte queda na economia do Nordeste no primeiro trimestre de 2015. A alta da tarifa de energia elétrica e a contenção de investimentos federais na região provocaram retração no consumo. As principais famílias afetadas são as que vivem com até 10 salários mínimos. A perda de musculatura econômica, avalia o PSDB, pode afetar a lua de mel que o governo mantêm com a região, responsável pelo melhor desempenho proporcional de Dilma Rousseff nas eleições de 2014.

O teste das eleições
Na avaliação dos tucanos, em um cenário de contração de investimentos da União, o Nordeste será o primeiro a sentir o impacto da crise. O primeiro teste para o desgaste do governo entre os nordestinos serão as eleições para prefeito em 2016. Segundo o boletim Focus, elaborado pelo Banco Central com base em consultas ao mercado financeiro, o PIB crescerá 1% no ano que vem.

Toma lá dá cá

Deputado Betinho Gomes (PSDB-PE), relator do projeto de lei que tipifica o crime de utilização de perfis falsos em redes sociais.

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ISTOÉ –Faltam regras de proteção à identidade do usuário na internet?
Gomes –
Sim. Este projeto acrescenta um artigo ao Código Penal que determina detenção de três meses a um ano contra crimes cibernéticos.

ISTOÉ –Quem faz sátiras pode ser enquadrado como criminoso?
Gomes –
A proposta não é cercear as redes sociais, mas caracterizar melhor a intenção de prejudicar. O perfil fake de humor estará protegido.

ISTOÉ –O relatório detalhará mecanismos de identificação de perfis falsos?
Gomes –
Estamos estudando os instrumentos necessários à identificação. Na Comissão de Constituição e Justiça, o parecer será favorável.

Rápidas

* Em 2011, ISTOÉ revelou uma fraude na folha de pagamentos da FAB ao descobrir que 8 mil militares demitidos permaneciam no cadastro interno do Ministério do Trabalho. O caso foi arquivado pelo MPF, mas a FAB se tornou alvo de nova denúncia.

* Por não formalizar as demissões, a Aeronáutica pode ser obrigada a pagar uma multa acumulada de R$ 10 bilhões. O erro afeta o Ministério do Trabalho. Ao não cobrar a conta devida pela FAB, a pasta pode responder por prevaricação.

* O núcleo de combate à corrupção do Ministério Público Federal avança nas investigações sobre favorecimento da AEL Sistemas em contratos da FAB. O caso, também denunciado por ISTOÉ, envolve filhos de brigadeiros que ganharam empregos na empresa –dona de contratos bilionários com a força.

* Testemunhas confirmaram que o desenvolvimento de um novo painel para o caça Gripen foi exigência de oficiais da FAB, a pedido da AEL. A mudança encarecerá o negócio. O equipamento seria desnecessário e um risco para o projeto.

Retrato falado

Após 33 anos de filiação, a senadora Marta Suplicy (SP) deixou o Partido dos Trabalhadores. Ao sair atirando contra o notório envolvimento do PT com escândalos de corrupção, Marta provocou a ira dos petistas. Ressentido com a perda de um dos seus nomes mais vistosos, o PT prepara uma cruzada para tentar tomar o mandato de Marta, eleita em 2010 para oito anos. O vice-presidente do partido, Alberto Cantalice, dá o tom da reação contra a senadora.

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Dilma perde a massagista
A desfiliação ao PT da senadora Marta Suplicy (SP) provocou a perda de dois importantes auxiliares de Dilma Rousseff. Depois que o badalado cabelereiro Celso Kamura anunciou que não vai mais cuidar do penteado da presidente, uma massagista que a atende também decidiu abandonar sua mais importante cliente. Marta foi responsável por indicar ambos à ex-chefe no tempo em que as duas ainda se bicavam.

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A silhueta de cada um
Ao aparecer nas redes sociais fazendo exercícios físicos, Lula parece copiar Barak Obama, que gosta de exibir seu porte atlético. Na mesma linha, o marqueteiro João Santana sugeriu que Dilma explorasse mais sua silhueta, afinada por uma dieta. A presidente resiste à ideia.  


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