Edição nº2480 23.06 Ver edições anteriores

Lula ergueu bandeira branca para a Copa

A história da relativa paz social da Copa de 2014 contou com uma ajuda de Luiz Inácio Lula da Silva

A história da relativa paz social da Copa de 2014 contou com uma ajuda de Luiz Inácio Lula da Silva. Ao constatar que não estava fácil abrir uma conversa direta no Planalto, o professor Guilherme Boulos, coordenador do MTST, pediu ajuda a Wagner Freitas de Moraes, presidente da Central Única dos Trabalhadores, para um encontro com Lula. Recebido no Instituto que leva o nome do ex-presidente, Boulos surpreendeu o interlocutor ao dizer que não fazia parte da articulação de entidades que queriam impedir a Copa – só queria espaço para discutir as reivindicações do movimento. A partir de então, as conversas federais, inclusive com Dilma, ganharam mais consistência e velocidade.

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Pelo caminho errado
Funcionários do gabinete do Ministério da Defesa estão convencidos de que a Comissão Nacional da Verdade cometeu um erro tático quando tentou usar o direito administrativo para levar comandantes militares a reconhecer a prática de tortura em quartéis e repartições militares. A visão é que será mais produtivo falar com franqueza sobre o assunto.

Médicos versus consumidores
A Comissão de Assuntos Sociais do Senado votará (depois da Copa) projeto de lei do senador Cidinho Santos (PR-MT) que enquadra os médicos no Código de Defesa do Consumidor. A proposta – que agradou ao Palácio do Planalto – prevê que o paciente seja tratado como “um consumidor” quando o profissional não cumprir as regras de prestação do serviço. Se o médico não atender o paciente no horário previamente agendado, por exemplo, terá que conceder desconto no preço do honorário. A proposta vale para atendimento particular.

Sem bateria
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) está preocupado com a situação de urnas eletrônicas que registraram votos dos eleitores em regiões rurais. Em 2010, metade dos locais de votação do município de São Lourenço do Sul (RS) teve problemas de fornecimento de energia elétrica durante a eleição e a bateria das urnas não durou até o fim do horário de votação. Pimenta propõe que a Justiça Eleitoral tenha veículos de reserva para fazer substituição das urnas em caso de apagão nas regiões rurais.

Silêncio forçado
Se a voz de Guido Mantega já falhava no início do encontro com empresários, na quarta-feira 18, para debater medidas favoráveis à indústria, o ministro nem sequer podia falar na parte fechada do encontro e passou a palavra ao assessor Marcos Holland. “Estou rouco de tanto anunciar desonerações,” ironizou Mantega, que retomou o discurso dez minutos depois.

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Sem combustível

Parlamentares que aguardavam pelos papéis do Tribunal de Contas da União (TCU) para denunciar gastos e atrasos nos investimentos da Copa ficaram decepcionados. Os ministros esperaram a segunda semana de realização dos jogos da Copa do Mundo para divulgar o relatório de informações, período em que o interesse pelo futebol supera qualquer suspeita de irregularidade.

PMDB enquadra
Depois dos rebeldes de Goiás, foi a vez de o PMDB estadual do Tocantins sentir a mão da executiva nacional da sigla. O deputado Júnior Coimbra (PMDB-TO) lançou sua candidatura ao governo e a direção do partido vetou, tomando poderes do diretório regional. O PMDB bateu o martelo e lançará o ex-governador Marcelo Miranda, cassado por abuso de poder político, como cabeça de chapa na disputa pelo Palácio Araguaia e Kátia Abreu para o Senado.

Inventando moda
A ministra do STF, Cármen Lúcia, decidiu não julgar uma ação penal contra o deputado federal Edson Giroto (PMDB), alegando que ele está licenciado do cargo. O deputado é secretário de Transportes em Mato Grosso e pode voltar para a Câmara a qualquer momento, uma vez que a Constituição preserva o mandato nesses casos. Cármen Lúcia é a primeira a mandar para a primeira instância um caso de parlamentar ainda com mandato. Na semana passada, o procurador-geral Rodrigo Janot publicou ofício em que pede à ministra que modifique a decisão e julgue logo o caso.  

Toma lá dá cá
MOREIRA FRANCO, ministro da Secretaria de Aviação Civil, comemorou na semana passada, o ambiente de tranquilidade nos aeroportos:

ISTOÉ – O que houve com o caos aéreo?
Moreira Franco – Eu sempre disse que não haveria caos nos aeroportos. Só não acreditou quem não quis. Na primeira semana, o número de voos atrasados e cancelados ficou abaixo da média internacional.

ISTOÉ – Por quê?
Moreira Franco – Porque nossos funcionários públicos são muito mais competentes do que se costuma reconhecer e fizeram um trabalho duro. 

ISTOÉ – Como foi esse trabalho?
Moreira Franco – Fomos conhecer o que deu certo em grandes eventos esportivos recentes na Rússia, em Londres e na África do Sul. Na volta, tudo era discutido e estudado. Assim, era difícil errar.

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Rápidas
Em sete meses de Papuda, José Dirceu terminou a leitura de 63 livros.

Mesmo os petistas mais experientes se mostram surpresos com o apetite de José Sarney para preservar seus domínios no Amapá.

Embate em agosto
Assessores de Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos negociam os últimos detalhes de um evento em 6 de agosto na Confederação Nacional da Agricultura, em Brasília. A ideia não é fazer um debate, mas sim um encontro, onde cada concorrente apresente suas propostas – em separado – para o agronegócio. Titular de um quarto do PIB e de 44% das exportações, o agronegócio tem uma participação correspondente em financiamentos eleitorais. Pode ser o primeiro encontro dos principais candidatos depois da Copa.

Retrato falado
O séquito de assessores e as suntuosas instalações do Judiciário são privilégios das altas instâncias. Os magistrados que atendem as demandas diretas dos cidadãos reclamam que a falta de estrutura predial e recursos humanos têm afastado os bons profissio-nais das funções. Esse é o caso dos juizados especiais federais, responsáveis por analisar processos de cidadãos com a Previdência Social, por exemplo. O juiz Wilson José Witzel, presidente das Turmas Recursais da Seção Judiciária do Rio de Janeiro, reclama do sistema que privilegia alguns setores e tem sucateado áreas que afetam os menos favorecidos.

“Foi aberta uma grande porta de entrada para a justiça aos cidadãos menos favorecidos, mas estamos longe de oferecer uma porta de saída na mesma proporção. A ideia de um sistema diferenciado está gerando uma justiça de segunda classe.”

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Prioridade ao PMDB
Geddel Vieira Lima é favorito para se eleger senador na Bahia. Otto Alencar, candidato apoiado pelo governador Jaques Wagner, não terá o reforço da dupla Dilma-Lula. Esse compromisso foi feito pelo vice, Michel Temer, para Geddel não trabalhar contra o apoio do PMDB à reeleição da presidenta. Sem a ajuda de Lula, Otto não tem como virar o jogo contra Geddel.

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Torcida organizada
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), tem oferecido aos seus colegas e assessores ingressos para os jogos da Seleção Brasileira. A cota de Renan é de 150 ingressos por partida. Uma cortesia do presidente da CBF, José Maria Marin. Um senador contou à coluna que ganhou o ingresso, mas não gostou do setor. “Peguei sol na cara a partida inteirinha.”

 


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