Copa 2014

Depois da diversão, a faxina

Torcedores de outros países, como Japão e Alemanha, dão lição de civilidade ao recolher lixo em estádios e Fun Fests depois de torcerem por suas seleções

Depois da diversão, a faxina

MUTIRÃO

Um evento da magnitude de uma Copa do Mundo não é só uma grande confraternização entre nações e uma saudável disputa pelo esporte. É uma ótima oportunidade, também, de se aprender com outras culturas. A torcida japonesa, por exemplo, tem sido vista pelos estádios com sacos plásticos nas mãos recolhendo lixo após as partidas de sua seleção. Foi assim no 2×1 contra a Costa do Marfim, no sábado 14, na Arena Pernambuco, e na quinta-feira 19, na Arena das Dunas, em Natal, quando empatou com a Grécia sem gols. É uma atitude natural para eles, mas, aos olhos dos brasileiros e de torcedores de outras nacionalidades, é um exemplo a se seguir. Um ato simples, mas que mostra o respeito que os japoneses têm pelo patrimônio alheio.

EXEMPLO-01-IE.jpg
MUTIRÃO
Acima, alemães limpam a sujeira na Fun Fest em Copacabana.
Abaixo, japoneses recolhem o lixo deixado na Arena Pernambuco

abre.jpg

O ato se repetiu na segunda-feira 16, mas, dessa vez, os protagonistas foram os torcedores da Alemanha que estavam na Fifa Fun Fest, evento da organizadora do Mundial que reúne milhares de pessoas em pontos estratégicos das cidades-sede. No Rio de Janeiro, a escolhida foi a praia de Copacabana. De lá os alemães assistiram à goleada de 4×0 sobre Portugal, que acontecia na Arena Fonte Nova, em Salvador. Assim que a festa acabou, alguns turistas começaram a recolher os copos do chão – e não apenas os seus. Brasileiros que estavam ali foram encorajados pelos visitantes a fazer o mesmo e a ajudar a deixar a praia limpa. Outros grupos de estrangeiros também têm chamado a atenção pela generosidade e simpatia. Torcedores australianos, sem conseguirem vender seus ingressos que sobravam, deram as entradas para outras pessoas que não tinham como pagar para assistir ao jogo Austrália x Chile, na sexta-feira 13, no estádio Arena Pantanal, em Cuiabá.

IEpag72e73_Decepcao-2.jpg