Edição nº2487 11.08 Ver edições anteriores

Lula pediu para Dirceu desistir

Pela primeira vez em meses, José Dirceu e Lula enfrentaram um período de estremecimento

Lula pediu para Dirceu desistir

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 Pela primeira vez em meses, José Dirceu e Lula enfrentaram um período de estremecimento. O ex-presidente considera que Dirceu deu uma demonstração excessiva de inabilidade política ao aceitar um emprego de R$ 20 mil no hotel Saint Peter, em Brasília. Convencido de que a iniciativa prejudicou todos os condenados da Ação Penal 470 que lutam pelo regime semiaberto, Lula foi um dos primeiros a defender que o ex-ministro desistisse do emprego e decidiu lhe enviar essa mensagem através de um interlocutor qualificado.

Aborto anti-eleitoral
A equipe do Ministério da Saúde recebeu instruções claras do Planalto para divulgar que mudanças na legislação sobre o aborto não estão na pauta do governo. Na quinta-feira 5, debatendo índices de mortalidade materna no Congresso, técnicos do governo deixaram claro que, fiel ao compromisso de campanha em 2010, Dilma não irá debater o assunto – pelo menos no primeiro mandato. 

Palanque na Justiça
O Planalto assiste de camarote ao duelo entre aliados de Lindberg Farias e Luiz Fernando Pezão, que disputam o palanque de Dilma Rousseff no Rio de Janeiro. Aliados de Pezão fizeram chegar à presidenta a informação de que a candidatura de Lindberg será inviabilizada pelo arquivo de denúncias em investigação pela Justiça fluminense. O candidato petista garante que passará ileso pelas acusações.

Charge

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Cuidado total  
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, tomou cuidados especiais com a própria segurança. Os agentes evitam repetir o mesmo serviço durante vários dias. Joaquim também escolhe, pessoalmente, aqueles que terão maior acesso à sua rotina. O ministro já mandou demitir um dos homens que faziam sua escolta.

Viagem ao F-18
A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional aprovou requerimento do deputado Nelson Pellegrino solicitando a realização de missão oficial para visitar a empresa americana Boeing, em St. Louis, Missouri. A empresa fabrica o F-18, que era forte concorrente no programa F-X2 até o escândalo de espionagem dos EUA contra a presidenta Dilma Rousseff.

Adams joga no gol
Sem receitas para honrar compromissos com a Previdência Social, nossos times de futebol enfrentam uma dificuldade intransponível para receber recursos de empresas estatais, proibidos para contribuintes inadimplentes. Até a pressão de cartolas do Atlético Mineiro, time do coração da presidenta, esbarra na defesa de Luiz Inácio Adams, o advogado geral da União.

Alta velocidade
Em apenas 72 horas de funcionamento o novo Sistema de Gestão Fundiária do INCRA foi capaz de certificar mais de 1,5 milhão de hectares de terras. Com a nova plataforma, um técnico em georreferenciamento pode fazer em minutos um serviço que podia se arrastar durante anos.

Escolha dirigida?
O Conselho de Medicina do Distrito Federal se reuniu na terça-feira 3 para debater os critérios de escolha dos médicos que avaliaram a saúde do ex-deputado José Genoino, condenado na Ação Penal 470. Dois médicos de Brasília encaminharam questionamento sobre supostas preferências políticas dos profissionais, que disseram que a permanência de Genoino em prisão domiciliar não era “imprescindível”. Parte da junta médica foi substituída em cima da hora e o conselho ainda não descobriu o motivo.

Toma lá dá cá

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 Deputado André Moura (PSC-SE), vice-presidente da Comissão que vai analisar a PEC que garante rendimentos integrais a trabalhadores que se aposentarem por invalidez no serviço público federal.

ISTOÉ – Não é contraditório a Câmara debater rendimentos integrais para servidores aposentados por invalidez e negar o benefício para o deputado José Genoino?
Moura –
O deputado Genoino é do Legislativo, a nossa PEC muda a lei para os servidores do Executivo. Talvez, no futuro, se a PEC for aprovada poderá servir de referência para o Legislativo, também.

ISTOÉ – O caso de Genoino é diferente dos milhares de servidores que deixam de trabalhar por problema de saúde e passam a receber
só parte do salário?
Moura –
No quadro da aposentadoria por invalidez, não. Mas cabe à junta médica da Casa analisar o quadro dele de forma técnica e tomar uma decisão. É uma posição técnica. Se ele tem os problemas de saúde, tem o direito de receber integral.

ISTOÉ – A renúncia do cargo de deputado prejudica o pedido de aposentadoria por invalidez?
Moura –
A decisão mais acertada para o Genoino foi a renúncia. Ele usou o bom senso e evitou constrangimentos a todos nós. Era certo, na Casa, que ele seria cassado.

Rápidas
* Depois dos protestos de junho, a Secretaria de Comunicação do governo federal passou a investir em mídias alternativas que produzem conteúdo para os ônibus das grandes capitais. Com a reforma das frotas, a maioria dos ônibus tem televisões que exibem, durante todas as viagens, conteúdo próprio.

*  Após dois anos de investigação, a Controladoria-Geral da União (CGU) tem um dossiê robusto sobre irregularidades na concessão do Bolsa Atleta, pago pelo Ministério dos Esportes. Técnicos dizem que a auditoria já poderia ter sido concluída. O problema é ter disposição para divulgar irregularidades no Esporte às vésperas da Copa do Mundo.

* A falta de quorum para colocar em votação na Comissão de Direitos Humanos do Senado um projeto que elimina preconceito de cor, origem e orientação sexual, na semana passada, mostrou a força das ideias (e votos) evangélicas dentro da bancada petista.

* No fim de dias tumultuados, Marcelo Vieira conseguiu manter sua candidatura a desembargador na 19ª região em lista sêxtupla. Dilma terá a palavra final.

Retrato falado

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 “Quando nós temos o STF que vota ao vivo pela televisão, por que o legislativo continuaria decidindo escondido, no voto secreto?”

O Congresso aprovou essa semana o fim do voto secreto para os processos de cassação de mandato, mas as votações de outros projetos continuam protegidas pelo sigilo parlamentar. Favorável à votação aberta em todos os casos, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) acredita que as sessões do Supremo Tribunal Federal (STF) poderiam servir de exemplo.

Consultoria imortal
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não incluiu na lista de cortes de despesas os contratos com o escritório do falecido arquiteto Oscar Niemeyer, para que ele opinasse sobre reformas no prédio que projetou. A ideia era que o famoso arquiteto prestasse uma consultoria permanente com o objetivo de não desfigurar sua obra. Niemeyer morreu há um ano, mas seu escritório continua recebendo mensalmente R$ 42,5 mil do Senado.

Sistema antigrampo

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 O Serpro desenvolve uma parceria com o governo da Alemanha para criar um “escritório eletrônico” para reduzir a vulnerabilidade dos e-mails corporativos da União. Vinicius Mazoni, do Serpro, admite que o modelo não garante 100% de segurança, mas exigirá investimentos em toda tentativa de ser quebrado.

Colaboraram: Cláudio Dantas Sequeira, Izabelle Torres e Josie Jerônimo
fotos: Oswaldo Reis/Esp. CB/D.A Press; Adriano Machado / AG. ISTOÉ  


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