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O arroz que não matou a fome: matou as crianças

O arroz que não  matou a fome: matou as crianças

Em qualquer canto do mundo, adultos socialmente desvalidos ficam contentes quando podem mandar seus filhos para a escola – nela tem, ou pelo menos deveria ter, educação para garantir o futuro e merenda para segurar o estômago no presente. Com certeza isso não é diferente do que pensava até a semana passada a população pobre da Índia sobre o programa de alimentação escolar gratuita, que atende 114 milhões de alunos e é o maior do planeta em um país onde 60 milhões de crianças são subnutridas. Os indianos tiveram de mudar de opinião. Pelo menos 25 alunos entre 5 e 12 anos de idade morreram e dezenas foram hospitalizadas porque o arroz com lentilha servidos em uma escola estavam contaminados por pesticidas. O cozinheiro também comeu e morreu. Os pais das crianças falecidas serão indenizados com irrisórios R$ 7 mil. É de chorar. E vomitar. E morrer.