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Na Espanha, político balança, mas não renuncia

Na Espanha,  político balança,  mas não renuncia

Desde a instauração de sua moderna democracia em 1978, os governantes espanhóis seguem uma tradição: ninguém renuncia, nem mesmo sob a maior pressão, porque “a renúncia é sinal de tibieza política” – e historicamente a população espanhola não é adepta de “panelaços” ou de “vem pra rua” para apear gente de função pública (rara exceção foram os “protestos dos indignados”). É apoiado nisso que o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, garante que não renunciará diante das evidências de que o Partido Popular teria acumulado cerca de 11,5 milhões de euros em caixa dois entre 1990 e 2008 – 350 mil euros, segundo o ex-tesoureiro do partido, foram dados a Rajoy em dinheiro.