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Maomé entre a paz do Louvre e a guerra da mídia

Maomé entre a paz do Louvre e a guerra da mídia

Primeiro, a intolerância: aproveitando-se da onda de violência que se espalhou pelo mundo devido a um filme ofensivo ao profeta Maomé, o cartunista francês conhecido como Charb decidiu publicar no semanário “Charlie Hebdo” uma série de dez charges que satirizam a religião muçulmana. Seu ato inconsequente, num momento tão delicado, obrigou a França a fechar representações diplomáticas em pelo menos 20 países por medo de ataques. Agora, a tolerância: na mesma França de Charb, especificamente no Museu do Louvre, em Paris, foi inaugurada uma ala totalmente dedicada à arte islâmica. O espaço abrigará cerca de três mil peças. Henri Loyrette, diretor do museu, resumiu assim o objetivo do novo departamento: “mostrar o lado luminoso dessa civilização e de tudo o que ela trouxe ao mundo”.