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Ovoterapia

Pesquisa revela que exposição controlada ao alimento evita crises de alergia

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PASSO A PASSO

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PASSO A PASSO
Estudo conclui que comer em pequenas quantidades evita alergia

Se adultos com reações alérgicas a ovos, como urticária, rinite ou sintomas digestivos, já sofrem para evitar comidas que contenham o alimento, imagine as crianças. Maionese, doces, bolos e espaguete, entre outros produtos industrializados, incluem ovos na preparação. Na semana passada, um time de pesquisadores patrocinado pelo Consórcio de Pesquisa em Alergias Alimentares, do governo americano, anunciou ter obtido bons resultados com uma nova estratégia que pode facilitar essa batalha. Por períodos que variaram entre dez e 22 meses, os cientistas ministraram doses crescentes de um pó branco de clara de ovo a 55 crianças com reações ao alimento. Quarenta delas foram tratadas com a substância verdadeira e 15 receberam placebo. Os dois grupos foram monitorados posteriormente por 36 meses.

Nas conclusões da investigação, publicadas pelo periódico “The New England Journal of Medicine”, os cientistas informaram que 30 crianças tratadas com o real pó de clara de ovo por quase dois anos ficaram livres das crises. Nesse período, não ingeriram o alimento naturalmente nem o contido em produtos industrializados. Dessas crianças, dez continuaram sem reações por outro ano já seguindo uma dieta normal, comendo quantos ovos quisessem. “Reduzir a resposta alérgica dessas crianças diminui também a ansiedade dos pais sobre a eventual exposição dos filhos a ovos fora de casa”, avalia a pediatra Stacie Jones, coautora do estudo e professora da Universidade de Arkansas, nos Estados Unidos. Especialistas alertam porém que o método é experimental e não deve ser aplicado sem monitoramento médico. “É uma terapia em estágio muito inicial e precisa ser mais bem estudada”, disse Daniel Rotrosen, do consórcio financiador.