Cultura

Pattinson em dose tripla

Protagonista de três filmes que serão lançados até o final do ano, Robert Pattinson tenta se livrar da imagem de vampiro que o consagrou na série "Crepúsculo"

Pattinson em dose tripla

Relembre, em vídeo, o início da carreira de Robert Pattinson e confira trechos de seus lançamentos :

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CARAS DISTINTAS
O ator britânico nos papéis de Edward Cullen (acima), Georges Duroy (abaixo)
e Eric Packer (última): facetas diversas e fuga do passado

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De vampiro apaixonado a amante inveterado. Aos 26 anos o ator britânico Robert Pattinson é a bola da vez na fila dos queridinhos da indústria cinematográfica e prepara três lançamentos: “Bel Ami – O Sedutor”, “Cosmópolis” e “Amanhecer – Parte 2”. Nesse episódio final da saga “Crepúsculo”, é claro que ele, o galã, interpreta novamente o vampiro Edward Cullen. Os dois outros filmes, no entanto, demonstram a sua clara intenção de se desvencilhar do papel que o elevou ao status de astro. Os estúdios, por sua vez, aproveitam agora a ascensão do ator que ajudou a trama vampiresca a faturar cerca de US$ 2,2 bilhões com os quatro filmes já lançados. “Bel Ami – O Sedutor” é sua próxima estreia na sexta-feira 3. O longa-metragem se passa em París no século XIX, mais especificamente na década de 1890. Pattinson contracena com atrizes como Uma Thurman e Christina Ricci ao viver o papel de Georges Duroy, um jovem de origem pobre que usa seu poder de sedução com as mulheres mais influentes da sociedade para ganhar dinheiro e poder. “Ele é um ator humilde e em nenhum momento se portou no set como o ‘Senhor Crepúsculo’”, diz o diretor Declan Donnellan.

Se nessa trama sobre ambição Pattinson ainda usa o charme como dote principal de interpretação, em “Cosmópolis”, com estreia marcada para 7 de setembro, dá uma guinada brusca e radical. A começar por quem o dirige: ninguém menos do que o veterano David Cronenberg. Foi o responsável por clássicos como “A Mosca” e “Marcas da Violência” quem o escolheu para protagonista do seu novo trabalho. Pattinson “é um ator maravilhoso que frequentemente responde às cenas, mesmo sem perceber o que está fazendo. É por isso que o amo”, diz Cronenberg. “Trabalho com atores há 35 anos e ele está entre os melhores.” O incensado galã está agora na pele de Eric Packer, um bilionário de 28 anos que usa uma limusine como escritório e entra numa espiral de violência e paranoia ao se deparar com o jogo de interesse das pessoas à sua volta, inclusive da sua amante, Didi Fancher, interpretada por Juliette Binoche. É entre os dois que acontecem as cenas mais picantes no filme. “Juliette é uma das minhas atrizes favoritas e cinco minutos depois de eu conhecê-la já era hora das cenas de sexo”, diz Pattinson. “Nas duas filmagens que fizemos, David ficava apenas nos incentivando, falando: ‘Vai, façam sexo.’ Aquilo foi um pouco desconfortável.”

“Trabalho com atores há 35 anos e Rob está entre os melhores”.
David Cronenberg, diretor

Com uma carreira no cinema relativamente curta – ele era modelo até seus 18 anos –, Pattinson parece seguir a linha dos atores galãs que se associaram a diretores consagrados para dar solidez à carreira, como já fez Johnny Depp. Seu próximo trabalho, “Mission: Blacklist”, terá a direção do francês Jean-Stéphane Sauvaire, conhecido por seus filmes de temática cult. Antes dele, porém, terá de se despedir do personagem que lhe trouxe a fama, Edward Cullen, em 16 de novembro, data de estreia de “Amanhecer – Parte 2”. Pattinson e sua parceira no filme, Kristen Stewart (“Na Estrada”), também são namorados na vida real e se envolveram em uma polêmica na semana passada, quando Kristen foi flagrada por um papparazzi aos beijos com o cineasta Rupert Sanders. Apesar das desculpas públicas pedidas por ela, o ator não se pronunciou sobre o ocorrido, preferindo falar sobre a sua carreira que, até aqui, vai muito bem. Sorte no trabalho, azar no amor.

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Fotos: Divulgação