Comportamento

O prédio mais alto e mais rápido do mundo

Com 838 metros, dez a mais que o atual recordista, o Sky City One será erguido em apenas 90 dias na China

O prédio mais alto e mais rápido do mundo

Confira o vídeo com a obra de um hotel de 30 andares que os chineses ergueram em apenas 15 dias :

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ZÁS-TRÁS
Com 30 andares e complexa infraestrutura, o hotel ficou pronto em 15 dias

Nos últimos anos, a China surpreendeu o mundo pelo ritmo acelerado de crescimento de sua economia. As cidades chinesas se desenvolvem em velocidade sem igual no mundo, dezenas de prédios, viadutos e pontes brotam simultaneamente em todo o país, mudando as feições da milenar potência oriental. Agora, o último desafio assumido por um grupo de empresários locais supera tudo o que já se viu. Eles pretendem erguer o maior arranha-céu do mundo em 90 dias por uma fração do custo atual. Foi esse o projeto apresentado na última semana pela Broad Sustainable Buildings (BSB), potência multinacional chinesa no ramo da construção civil, para um terreno na cidade de Changsha, na província de Hunan. De acordo com os planos da BSB, a ideia é pré-fabricar 95% da torre, batizada de Sky City One, nas dependências da companhia, depois levar as partes do quebra-cabeça para o canteiro de obras em novembro e entregar um arranha-céu pronto em janeiro de 2013. “Já demos início à produção das estruturas de aço”, afirmou Juliet Jiang, vice-presidente da empresa, à ISTOÉ.

Para quem pensa que o projeto não passa de delírio, a BSB tem dois prédios no currículo que provam sua capacidade de fazer o que parece inexequível. Em janeiro, por exemplo, a empresa entregou um hotel de 30 andares completamente montado em 360 horas. Dois anos antes, ergueu outro prédio, de 15 andares, em 144 horas. Ambas as construções resistem a terremotos de até nove graus na escala Richter e consomem um quinto da energia que prédios comuns e do mesmo tamanho gastam. “É uma aplicação revolucionária da pré-fabricação”, diz Ênio Moro Júnior, coordenador do curso de arquitetura e urbanismo do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. “E o discurso sustentável se justifica”, afirma o professor. Segundo ele, prédios dessas dimensões funcionam como verdadeiras cidades, mas ocupam menos terra, acolhem mais gente e consomem menos energia. Mesmo levando em conta os custos da pré-fabricação, todo investimento é logo compensado quando o edifício passa a funcionar, principalmente se estiver em áreas densamente povoadas. “Devemos olhar, novamente e com bastante cuidado, para o exemplo que vem da China”, diz Moro.

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