Tecnologia & Meio ambiente

Sexo eletrônico

Pesquisadores apostam que, até 2050, os robôs serão capazes de ocupar o lugar de garotas de programa

Sexo eletrônico

shutterstock_31789993.jpg

Imagine se, em vez de mulheres de carne e osso, quem se exibisse nas vitrines das famosas casas de strip tease, “peep shows” e bordéis do Bairro da Luz Vermelha, em Amsterdã, fossem seres iguaizinhos a elas, mas feitos de chips e circuitos eletrônicos?  

Pois é isso o que propõem pesquisadores da Universidade Victoria, na Nova Zelândia. Em artigo para a revista “Future”, eles defendem que a prostituição na cidade holandesa, um dos mais conhecidos destinos de turismo sexual, passe a ser realizada por robôs até 2050. 

Para os autores, esse cenário seria mais saudável, já que os andróides não transmitiriam doenças sexuais e essa modalidade desestimularia o tráfego humano e a exploração de mulheres por gigolôs.

O parceiro perfeito?

Robôs para fins sexuais já são uma realidade. Os andróides fabricados pela americana True Companion, por exemplo, reagem ao toque, movimentam as “áreas intímas” e até conseguem manter um diálogo, dependendo da versão. Além disso, o cliente pode escolher traços de personalidade para o seu robô. 

Mas uma relação desse tipo não careceria de emoção? ”Algumas pessoas podem preferir um estilo de vida menos apaixonado e mais estável, e por isso optar por parceiros robôs”, diz Ian Yeoman, um dos autores do artigo, em entrevista a ISTOÉ.

Para a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade da Universidade de São Paulo, essa frieza seria um empecilho, sim. “Acredito que os robôs podem se tornar mais um artifício para incrementar a vida sexual, mas não aposto em uma substituição na prostituição”, diz. 

Para a psiquiatra, uma relação emocional homem-robô dispensaria o desafio da conquista, o jogo de sedução que é um afrodisíaco para a maioria dos humanos. “Quem gosta de sexo geralmente é menos afeito ao contato com as máquinas”, diz Carmita. Resta saber se essa realidade permanecerá a mesma nas próximas décadas.
 
Das prateleiras para a cama
Conheça Roxxxy, da True Companion, a primeira robô sexual do mundo
Medidas: 96,5 cm de busto; 76 cm de cintura e 94 cm de quadril
Características: Reage ao toque e, na versão “Gold”, é capaz de conversar (em inglês).
Personalidade: Customizável de acordo com as preferências do cliente na versão Gold
Preço: De US$ 995 (a versão compacta, só o tronco da boneca) a US$ 6.995 (versão completa, que conversa) 
Onde encontrar: www.truecompanion.com